{"id":10214,"date":"2021-03-12T00:00:00","date_gmt":"2021-03-12T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/2021\/03\/12\/soja-mercado-internacional-aquecido-e-mercado-interno-em-demanda-torna-o-cultivo-atraente-tanto-em-areas-tradicionais-quanto-em-novas-areas\/"},"modified":"2021-03-12T00:00:00","modified_gmt":"2021-03-12T03:00:00","slug":"soja-mercado-internacional-aquecido-e-mercado-interno-em-demanda-torna-o-cultivo-atraente-tanto-em-areas-tradicionais-quanto-em-novas-areas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/2021\/03\/12\/soja-mercado-internacional-aquecido-e-mercado-interno-em-demanda-torna-o-cultivo-atraente-tanto-em-areas-tradicionais-quanto-em-novas-areas\/","title":{"rendered":"Soja: mercado internacional aquecido e mercado interno em demanda torna o cultivo atraente tanto em \u00e1reas tradicionais quanto em novas \u00e1reas"},"content":{"rendered":"<div class=\"blog margin-bottom-40\">\n<h2>Soja: mercado internacional aquecido e mercado interno em demanda torna o cultivo atraente tanto em \u00e1reas tradicionais quanto em novas \u00e1reas<\/h2>\n<div class=\"blog-post-tags\">\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-info\">\n<li><i class=\"fa fa-calendar\"><\/i> 12\/03\/2021<\/li>\n<li><i class=\"fa fa-pencil\"><\/i> Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-tags\">\n<li>\n<i class=\"fa fa-tags\"><\/i><br \/>\n<a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=Cooperativas\">Cooperativas<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=commodities brasileiras\">commodities brasileiras<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=\u00e1reas paulistas\">\u00e1reas paulistas<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=Plantio Direto na Palha\">Plantio Direto na Palha<\/a> <\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-info\">\n<li style=\"float: left;\">\n<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<div class=\"fb-share-button\" data-layout=\"button_count\" data-mobile_iframe=\"true\" data-size=\"large\"><\/div>\n<p><noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<li><a class=\"twitter-share-button\" data-lang=\"en\"><\/a><br \/>\n<noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<li>\n<div class=\"g-plus\" data-action=\"share\" data-annotation=\"bubble\"><\/div>\n<p><noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<div class=\"blog-img\">\n<img decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"img-responsive center-block\" src=\"\/portal\/themes\/unify\/img\/noticias\/13382-soja-3.-a3g.jpg\"\/>\n<\/div>\n<p><p style=\"text-align: justify;\">Uma das principais commodities brasileiras, a soja ganhou mais destaque e espa\u00e7o nas \u00e1reas paulistas nos \u00faltimos tempos devido ao alto pre\u00e7o pago pelos mercados internacionais e nacionais. Com cultivo e manejo semelhante ao do feij\u00e3o, a soja foi a cultura escolhida na reforma de pastagens, em rota\u00e7\u00e3o com cana-de a\u00e7\u00facar, milho, enfim, v\u00e1rias outras alternativas que dependem da regi\u00e3o e da escolha ou oportunidades que se apresentem ao produtor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Estado de S\u00e3o Paulo, a principal regi\u00e3o produtora \u00e9 Itapeva com cerca de 210 mil hectares de cultivo e, em 2020, produ\u00e7\u00e3o de mais de 14 milh\u00f5es de sacas de 60 kg. Desses 210 mil hectares, 83 mil est\u00e3o no munic\u00edpio de Itapeva, que ultrapassou Assis, tradicional regi\u00e3o produtora no Estado de S\u00e3o Paulo que, no mesmo per\u00edodo, contou com cerca de 8,1 milh\u00f5es de sacas de 60 kg em \u00e1rea aproximada de 160 mil hectares. Mas isso n\u00e3o foi de uma hora para outra, conta o engenheiro agr\u00f4nomo Vandir Daniel da Silva, da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustent\u00e1vel (CDRS) Regional Itapeva que vem acompanhando todo o processo, do final dos anos 1990 at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEu fiz v\u00e1rias capacita\u00e7\u00f5es em Plantio Direto na Palha (PDP) em diferentes estados e \u00e9pocas porque meu intuito era promover a recupera\u00e7\u00e3o das pastagens degradadas da regi\u00e3o. A ideia era implantar o PDP introduzindo a soja sobre a pastagem degradada. Em 1996\/1997 s\u00f3 t\u00ednhamos tr\u00eas produtores de soja, mas conforme fomos intensificando a rota\u00e7\u00e3o, os pecuaristas, tanto de corte quanto de leite, viram que a soja dava um retorno econ\u00f4mico maior que o boi e que o leite e passaram primeiro a diversificar a produ\u00e7\u00e3o e depois a apostar, em especial, na soja. Para se ter uma ideia da expans\u00e3o, h\u00e1 25 anos Itapeva tinha 90 mil hectares de pastagens, sendo 80% degradada; hoje s\u00e3o apenas 25 mil hectares de pasto e de tr\u00eas mil hectares de soja, saltamos para 83 mil hectares de plantio\u201d, conta Vandir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os produtores de soja de Itapeva v\u00e3o do mini, ao pequeno, m\u00e9dio e grandes produtores, em torno de 500 propriedades que cultivam soja. O gr\u00e3o tornou-se o carro-chefe da regi\u00e3o, ocupou \u00e1reas de pastagens, de reflorestamento, em especial de eucalipto e, tamb\u00e9m, \u00e1reas de cana-de-a\u00e7\u00facar, que, de oito mil hectares foi reduzida para 2,5 mil ha, com tend\u00eancia a zerar. \u201cEntre os fatores que contribu\u00edram para a expans\u00e3o est\u00e3o o clima e o solo, trata-se de uma regi\u00e3o de transi\u00e7\u00e3o, no qual o clima n\u00e3o \u00e9 afetado pelo La Nina, nem pelo El Ni\u00f1o, a altitude acima de 750m at\u00e9 mais de mil metros tamb\u00e9m favorece, propiciando um clima quente durante o dia e ameno durante a noite. Por isso, al\u00e9m da maior produ\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m temos a maior produtividade com 90 a 100 sacas\/ha, enquanto a m\u00e9dia do Estado \u00e9 de 50 sacas\/ha. H\u00e1 solos melhores, mas a jun\u00e7\u00e3o destes fatores \u00e9 muito ben\u00e9fica \u00e0 soja\u201d, ressalta Vandir.<\/p>\n<p>E no rastro da expans\u00e3o da soja, vieram as cooperativas. No in\u00edcio s\u00f3 havia a Cooperativa Agroindustrial Holambra; hoje mais tr\u00eas se instalaram na regi\u00e3o: Capal, Castrolanda e, no ano passado, a Cocamar abriu tr\u00eas unidades na regi\u00e3o, nos munic\u00edpios de Itapeva, Buri e Itaber\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, a tradicional regi\u00e3o de Assis no cultivo da soja n\u00e3o deixa a desejar e os munic\u00edpios que se destacam na regi\u00e3o s\u00e3o Maraca\u00ed, Palmital e C\u00e2ndido Mota, maiores respons\u00e1veis pela colheita de mais de oito milh\u00f5es de sacas de 60 kg de soja no ano de 2020, segundo dados do Instituto de Economia Agr\u00edcola (IEA). O que vem garantindo bons pre\u00e7os ao produtor \u00e9 estarem amparados por grandes cooperativas, caso da Coopedrinhas, de Pedrinhas Paulista, da Coopermota, de C\u00e2ndido Mota e, ainda, pela paranaense Cocamar, com sede em Maring\u00e1 (PR). \u201cA soja pode ser colhida e armazenada para ser comercializada com melhores pre\u00e7os, de acordo com a varia\u00e7\u00e3o do mercado. No ano passado, a saca de 60kg come\u00e7ou o ano sendo comercializada em torno de R$ 75,00, chegou a R$ 160,00 ainda em 2020, e hoje est\u00e1 pr\u00f3xima de R$ 170,00\u201d, explica o engenheiro agr\u00f4nomo Cristiano Geller, da Casa da Agricultura de Maraca\u00ed, vinculada \u00e0 CDRS Regional Assis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As cooperativas garantem um bom custo de produ\u00e7\u00e3o pelo fato da compra conjunta de insumos e por dispor da infraestrutura necess\u00e1ria ao armazenamento. Isso faz com que produtores pequenos e m\u00e9dios tamb\u00e9m possam investir no cultivo da soja na regi\u00e3o por se sentirem amparados pelas cooperativas. Na regi\u00e3o de Assis, a maioria dos produtores cultiva em \u00e1reas m\u00e9dias de 60ha a 70ha, mas pequenos produtores, com \u00e1reas de 10ha tamb\u00e9m cultivam. \u201cAntes era invi\u00e1vel aos pequenos, mas o pre\u00e7o alcan\u00e7ado no mercado vem compensando e o mercado \u00e9 grande, tanto interno, na fabrica\u00e7\u00e3o de ra\u00e7\u00e3o, em especial, e tamb\u00e9m de exporta\u00e7\u00e3o, em especial para a China\u201d, adianta\u00a0 Cristiano Geller.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA soja vem migrando para as \u00e1reas de pastagens e tamb\u00e9m de cana-de-a\u00e7\u00facar, sendo cultivadas em rota\u00e7\u00e3o. Grandes empresas da regi\u00e3o est\u00e3o investindo na compra de maquin\u00e1rios para plantar soja, antes os produtores de cana-de-a\u00e7\u00facar, que utilizam em cerca de 70 mil a 80 mil hectares, costumavam cultivar amendoim na rota\u00e7\u00e3o de culturas (per\u00edodo de outubro a mar\u00e7o); mas hoje est\u00e3o investindo em soja. \u201cProdutores de Echapor\u00e3 e Quintana procuravam \u00e1reas de rota\u00e7\u00e3o para plantar amendoim na regi\u00e3o de Assis, por\u00e9m hoje estas \u00e1reas est\u00e3o sendo destinadas ao cultivo de soja. Embora tenha havido migra\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas procuradas para cultivo, a \u00e1rea total se manteve praticamente a mesma, passando de 158 mil hectares para 163 mil hectares\u201d, argumenta Cristiano Geller.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As pastagens degradadas tamb\u00e9m s\u00e3o um convite ao plantio de soja em rota\u00e7\u00e3o. A soja na rota\u00e7\u00e3o melhora o solo e, em consequ\u00eancia a pastagem. Geralmente o pecuarista n\u00e3o \u00e9 um agricultor, por\u00e9m estas parcerias s\u00e3o ben\u00e9ficas a ambos, seja no lado financeiro, seja no ganho ambiental. \u00c9 o que vem acontecendo na regi\u00e3o de Ara\u00e7atuba e o que incentivou, j\u00e1 h\u00e1 tempos, o cultivo de soja nas regi\u00f5es de Ourinhos, Presidente Venceslau, Presidente Prudente e, mais recentemente, de Itapeva. \u201cA diversifica\u00e7\u00e3o de culturas, por exemplo, com olericultura e fruticultura em nossa regi\u00e3o seria mu<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ito interessante para pequenos produtores se n\u00e3o estiv\u00e9ssemos t\u00e3o distantes dos maiores mercados consumidores, o que temos de hortifrutigranjeiros \u00e9 suficiente para suprir as demandas locais. Dessa forma, a soja, aliada ao fato da grande demanda e tamb\u00e9m por poder ser armazenada \u00e0 espera de bons pre\u00e7os, tornou-se uma \u00f3tima op\u00e7\u00e3o ao lado da cana-de-a\u00e7\u00facar, do milho e das pastagens para os produtores desta regi\u00e3o\u201d, explica Cristiano Geller.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o t\u00e9cnico, a soja precisa de uma mescla de sol e chuva, sendo o ideal quando faz sol durante o dia e chove \u00e0 noite. O cultivo ocorre do meio para o final de setembro at\u00e9 o in\u00edcio de outubro e, durante a fase de florescimento, o ideal \u00e9 que a temperatura n\u00e3o ultrapasse 34\u00b0C, com 38\u00b0C j\u00e1 acontecem os abortamentos das flores que, consequentemente, ir\u00e3o influir na colheita maior ou menor. Chuvas intensas tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o bem vindas e esta \u00e9 a preocupa\u00e7\u00e3o dos produtores nesta \u00faltima fase de colheita, iniciada em meados de fevereiro e que finalizar\u00e1 at\u00e9 o final do m\u00eas de mar\u00e7o. \u201cAl\u00e9m de causar eros\u00f5es, toda a colheita pode ser perdida em fun\u00e7\u00e3o de chuvas intensas\u201d, explica o t\u00e9cnico. \u00c9 o que vem ocorrendo em Mato Grosso onde se espera que haja queda de 30% na produ\u00e7\u00e3o nesta safra 2021. Com a colheita ainda por fechar n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel estimar a produ\u00e7\u00e3o de soja para esta safra 2021.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Vale do Para\u00edba, importante bacia leiteira do Estado de S\u00e3o Paulo e regi\u00e3o tamb\u00e9m conhecida pelo cultivo de arroz em \u00e1reas alagadas, a soja, de 2015 para c\u00e1 tamb\u00e9m est\u00e1 presente em cada vez mais propriedades. Tal fato \u00e9 devido a um trabalho dos extensionistas da CDRS Regional Guaratinguet\u00e1, que procuravam alternativas agr\u00edcolas e econ\u00f4micas vi\u00e1veis que pudessem manter na atividade os produtores da regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u201cA soja floresce em fun\u00e7\u00e3o do n\u00famero de horas de luz, isto \u00e9 um fato e n\u00f3s t\u00ednhamos estas condi\u00e7\u00f5es, por\u00e9m o Vale n\u00e3o tinha zoneamento clim\u00e1tico para a soja, e precis\u00e1vamos, como fator de desenvolvimento rural da regi\u00e3o, buscar alternativas. Consideramos que n\u00e3o existem mais \u00e1reas para cultivo do arroz na regi\u00e3o e, ultimamente, os arrozeiros v\u00eam tendo problemas com a cigarrinha do arroz, e ainda n\u00e3o h\u00e1 uma solu\u00e7\u00e3o definitiva, embora a pesquisa da Secretaria de Agricultura venha fazendo experimentos para resolver esta quest\u00e3o com plantios mais precoces\u201d, conta o engenheiro agr\u00f4nomo Vin\u00edcius Nascimento da CDRS Regional Guaratinguet\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vin\u00edcius argumenta que, entre os fatores favor\u00e1veis, foi levado em conta a quest\u00e3o da proximidade com o Porto de Santos, de forma a reduzir do custo a quest\u00e3o do frete, cerca de 8% de redu\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que a soja costuma vir de \u00e1reas mais distantes. Paralelamente, passaram a levantar as variedades de soja adaptadas \u00e0 regi\u00e3o para que pudessem ser cultivadas na rota\u00e7\u00e3o com \u00e1reas de pastagens, geralmente degradadas, utilizadas pela pecu\u00e1ria de corte. \u201cEstes estudos come\u00e7aram a ser feitos ainda em 2013 em parceria entre a Cooperativa dos Produtores de Arroz do Vale do Para\u00edba (Coopavalpa) e a CDRS Regional Guaratinguet\u00e1. Verificamos as datas de plantio e colheita, o manejo do solo, a popula\u00e7\u00e3o de plantas e, em 2015, apresentamos o manejo da cultura para os produtores. Iniciamos com seis produtores interessados e hoje s\u00e3o j\u00e1 s\u00e3o 10 os produtores de soja da regi\u00e3o\u201d, conta Vinicius Nascimento.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vinicius, entusiasmado, relata: \u201cno primeiro ano a produtividade foi de 52 a 56 sacos de 60kg de soja por hectare; no segundo ano, j\u00e1 foi superior a 65 sacos, bem pr\u00f3ximo de regi\u00f5es mais tradicionais de cultivo. Em dois anos, uma lavoura, que era considerada \u2018de cupins\u2019, virou um solo agr\u00edcola de grande valor e isso vem mudando o cen\u00e1rio agropecu\u00e1rio da regi\u00e3o. Houve um salto de moderniza\u00e7\u00e3o; hoje este produtores prev\u00eaem a pulveriza\u00e7\u00e3o com uso de drone, utilizam m\u00e1quinas agr\u00edcolas de precis\u00e3o, cen\u00e1rio de financiamentos \u00e9 outro. Fomos de 1.400ha para 3.000ha de soja em dois anos\u00a0 e o planejamento \u00e9 chegar em 2025 com 15 mil hectares cultivados no Vale do Para\u00edba, sendo 100% exportados, \u00be deste montante apenas para a China\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o mercado de exporta\u00e7\u00e3o que foi considerado nesta proposta feita aos produtores. \u201cO mercado interno \u00e9 gigante e h\u00e1, por parte dos produtores, a inten\u00e7\u00e3o de montar uma f\u00e1brica de farelos para atender a demanda da pr\u00f3pria regi\u00e3o. Hoje temos 10 produtores, mas o conhecimento adquirido ser\u00e1 passado a outros interessados. Foi um desafio inserir o pequeno e o m\u00e9dio produtor neste mercado, mas estamos atingindo o objetivo. E todos os dias eu me sinto gratificado por estar realizando este trabalho de extens\u00e3o rural que \u00e9 promover o desenvolvimento sustent\u00e1vel de uma regi\u00e3o\u201d, frisa Vin\u00edcius Nascimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos produtores de soja \u00e9 Amauri Gadiolli, do munic\u00edpio de Roseira. \u201cO que me levou a reduzir a \u00e1rea de cultivo do arroz, a qual me dediquei durante anos e veio do conhecimento de gera\u00e7\u00f5es, dos meus pais e av\u00f3s todos da Col\u00f4nia Italiana, foi, mais recentemente, a falta de retorno no investimento, as d\u00edvidas em banco, a redu\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de plantio, enfim as dificuldades enfrentadas com a atividade que passaram a ter um custo alto\u201d, relembra o produtor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEm 2018, com apoio do Vinicius Nascimento, da CDRS, comecei a cultivar soja. Hoje, em minha \u00e1rea total, dedico nove partes \u00e0 soja em rota\u00e7\u00e3o com milho e em apenas uma parte permane\u00e7o com o cultivo de arroz. Nestes \u00faltimos tr\u00eas anos, temos recebido todo apoio do t\u00e9cnico Vin\u00edcius, um profissional excelente, dedicado a todos os agricultores, isso me incentivou a aceitar a proposta e investir em soja. Al\u00e9m disso, o arroz \u00e9 uma planta perene, com um plantio s\u00f3 durante o ano; j\u00e1 com a soja \u00e9 poss\u00edvel fazer rota\u00e7\u00e3o de soja com milho e ainda dedicar um plantio \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de silagem, ent\u00e3o em dois anos \u00e9 poss\u00edvel fazer cinco safras. O mercado tanto de soja quanto de milho \u00e9 muito bom, o de soja um mercado internacional, e n\u00e3o s\u00f3 eu, mas todos que acreditaram no potencial e resolveram investir no plantio de soja no Vale do Para\u00edba est\u00e3o satisfeitos com o resultado\u201d, comenta Gadiolli.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Vin\u00edcius Nascimento, ser pioneiro implica em desafios, mas ser produtor rural j\u00e1 \u00e9 um constante desafio. \u201c\u00c9 preciso estar atento ao mercado, \u00e0s tecnologias, \u00e0 pesquisa, ao conhecimento e \u00e9 isso o que a extens\u00e3o rural faz: insere os produtores em novas alternativas e propostas para o campo evitando, assim, o preocupante \u00eaxodo rural\u201d, comenta o extensionista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Soja: mercado internacional aquecido e mercado interno em demanda torna o cultivo atraente tanto em \u00e1reas tradicionais quanto em novas \u00e1reas 12\/03\/2021 Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Cooperativascommodities brasileiras\u00e1reas paulistasPlantio Direto na Palha Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente. 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