{"id":10205,"date":"2021-03-17T00:00:00","date_gmt":"2021-03-17T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/2021\/03\/17\/pressionados-pela-atividade-pesqueira-tubaroes-e-raias-sao-tema-de-livro-com-participacao-de-pesquisadores-do-instituto-de-pesca\/"},"modified":"2021-03-17T00:00:00","modified_gmt":"2021-03-17T03:00:00","slug":"pressionados-pela-atividade-pesqueira-tubaroes-e-raias-sao-tema-de-livro-com-participacao-de-pesquisadores-do-instituto-de-pesca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/2021\/03\/17\/pressionados-pela-atividade-pesqueira-tubaroes-e-raias-sao-tema-de-livro-com-participacao-de-pesquisadores-do-instituto-de-pesca\/","title":{"rendered":"Pressionados pela atividade pesqueira, tubar\u00f5es e raias s\u00e3o tema de livro com participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores do Instituto de Pesca"},"content":{"rendered":"<div class=\"blog margin-bottom-40\">\n<h2>Pressionados pela atividade pesqueira, tubar\u00f5es e raias s\u00e3o tema de livro com participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores do Instituto de Pesca<\/h2>\n<div class=\"blog-post-tags\">\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-info\">\n<li><i class=\"fa fa-calendar\"><\/i> 17\/03\/2021<\/li>\n<li><i class=\"fa fa-pencil\"><\/i> Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-tags\">\n<li>\n<i class=\"fa fa-tags\"><\/i><br \/>\n<a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=Conserva\u00e7\u00e3o\">Conserva\u00e7\u00e3o<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=cadeia alimentar\">cadeia alimentar<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=elasmobr\u00e2nquios\">elasmobr\u00e2nquios<\/a> <\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-info\">\n<li style=\"float: left;\">\n<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<div class=\"fb-share-button\" data-layout=\"button_count\" data-mobile_iframe=\"true\" data-size=\"large\"><\/div>\n<p><noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<li><a class=\"twitter-share-button\" data-lang=\"en\"><\/a><br \/>\n<noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<li>\n<div class=\"g-plus\" data-action=\"share\" data-annotation=\"bubble\"><\/div>\n<p><noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<div class=\"blog-img\">\n<img decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"img-responsive center-block\" src=\"\/portal\/themes\/unify\/img\/noticias\/13378-tubarao.-clo.jpg\"\/>\n<\/div>\n<p><p style=\"text-align: center;\">(Foto: Ven\u00e2ncio Guedes de Azevedo)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Animais est\u00e3o no topo da cadeia alimentar, apresentando grande import\u00e2ncia para o ambiente<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lan\u00e7ado no come\u00e7o deste ano, o livro Encontros e desencontros com tubar\u00f5es e raias: uma hist\u00f3ria (n\u00e3o) contada por pesquisadores brasileiros traz a participa\u00e7\u00e3o de dois pesquisadores do Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de S\u00e3o Paulo, envolvidos h\u00e1 d\u00e9cadas com o tema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO livro \u00e9 baseado em relatos de pesquisadores brasileiros que trabalham com elasmobr\u00e2nquios\u201d, diz o pesquisador do IP Ven\u00e2ncio Guedes de Azevedo, um dos coautores da publica\u00e7\u00e3o, se referindo \u00e0 classe de peixes cujos representantes mais conhecidos s\u00e3o as raias e os tubar\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme narra, as atividades de pesquisa geram uma quantidade riqu\u00edssima de informa\u00e7\u00e3o, que nem sempre \u00e9 aproveitada nas publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas e pode acabar se perdendo. \u201cSempre que estamos fazendo pesquisa com esses animais, seja no laborat\u00f3rio, seja em campo, em barcos, estamos abertos a coletar o m\u00e1ximo de informa\u00e7\u00f5es poss\u00edvel\u201d, coloca. \u201cUma parte dessa informa\u00e7\u00e3o\u201d, prossegue, \u201cvai ser transformada em um artigo cient\u00edfico, seguindo determinadas metodologias. S\u00f3 que a quantidade de conhecimento que se adquire \u00e9 muito grande; voc\u00ea est\u00e1 presenciando e interagindo com o meio e com as pessoas, o que produz informa\u00e7\u00f5es muito relevantes, mas que n\u00e3o s\u00e3o necessariamente retratadas cientificamente\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com Azevedo, o livro vem justamente para registrar os esfor\u00e7os e valorizar a experi\u00eancia adquirida por quem tem se dedicado a estudar estes animais. \u201cTanto \u00e9 um relato da viv\u00eancia que esses pesquisadores tiveram, quanto pode contribuir, com ideias, para o trabalho de outras pessoas\u201d, assegura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Assistindo ao filme<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos dois cap\u00edtulos assinados por Azevedo tem o sugestivo t\u00edtulo \u201cA verdade est\u00e1 l\u00e1 fora!\u201d. Para o pesquisador do IP, a ideia do artigo surgiu da necessidade que v\u00ea de os estudiosos de elasmobr\u00e2nquios adquirirem experi\u00eancias pr\u00e1ticas no ambiente natural onde vivem estes animais, para n\u00e3o ficar apenas nos laborat\u00f3rios e salas de aulas. \u201c\u00c9 poss\u00edvel fazer gradua\u00e7\u00e3o, mestrado e doutorado s\u00f3 com materiais biol\u00f3gicos de laborat\u00f3rio (animais mortos conservados), sem nem ter acesso real ao animal vivo ou ir ao ambiente onde vivem\u201d, pontua.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o do especialista, isso pode ser insuficiente, por exemplo, quando no estudo da pesca destes animais se v\u00ea a import\u00e2ncia de compreender a log\u00edstica da atividade, os equipamentos utilizados, as caracter\u00edsticas da frota pesqueira, al\u00e9m dos elementos sociais, ecossist\u00eamicos, culturais e econ\u00f4micos. \u201c\u00c9 como se voc\u00ea estivesse querendo explicar um filme inteiro atrav\u00e9s do p\u00f4ster\u201d, compara. Em sua opini\u00e3o, o acesso \u00e0 bibliografia especializada \u00e9 muito importante, mas \u00e9 um diferencial ter a viv\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Azevedo tem propriedade para falar sobre o tema. Durante sua pesquisa de mestrado, estudando o tubar\u00e3o-azul (Prionace glauca), o especialista embarcou em diversos barcos atuneiros, que ficavam semanas em alto mar. \u201cEu queria entender como \u00e9 essa pescaria, qual era a popula\u00e7\u00e3o e de que forma estava sendo capturada, at\u00e9 seu destino final &#8211; quem come? em que se utiliza esse animal?; ou seja, do mar at\u00e9 a mesa do consumidor\u201d, diz o pesquisador. Nos navios, p\u00f4de ver como os peixes eram pescados, com quais equipamentos e como era o tratamento do produto a bordo at\u00e9 voltar \u00e0 terra e ser comercializado. \u201cPara fechar essa cadeia cheguei inclusive a entrar em contato com pessoas da Ceagesp para entender quem vende e quem compra carne de tubar\u00e3o, al\u00e9m da movimenta\u00e7\u00e3o mensal ao longo dos anos\u201d.<br \/>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Retratando a hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem tamb\u00e9m viajou muito em alto mar atr\u00e1s de tubar\u00f5es e raias foi Alberto Amorim, outro pesquisador do IP. \u201cEu viajava nos barcos atuneiros, acompanhando os pescadores para fazer pesquisa, passando at\u00e9 20 dias no mar. Fiquei fascinado!\u201d, conta Amorim, que participou de 8 expedi\u00e7\u00f5es do tipo e ajudou nos preparativos de dezenas de outras desde a d\u00e9cada de 70.<\/p>\n<p>Um dos mais experientes especialistas em elasmobr\u00e2nquios em S\u00e3o Paulo e no Brasil, o pesquisador foi um dos respons\u00e1veis pela forma\u00e7\u00e3o da Sociedade Brasileira de Estudos de Elasmobr\u00e2nquios (SBEEL), entidade que passou a estruturar o campo do conhecimento no pa\u00eds.\u00a0<\/p>\n<p>Amorim relata essa hist\u00f3ria no cap\u00edtulo que escreve logo no come\u00e7o do livro, tratando de manter viva a mem\u00f3ria do caminho percorrido.\u00a0 \u201cEra uma tend\u00eancia a forma\u00e7\u00e3o desses grupos de pesquisa: havia o grupo da sardinha, que tinha bastante import\u00e2ncia no Sudeste, o grupo de camar\u00f5es, de atuns. Mas, tubar\u00f5es, \u00e0 \u00e9poca, n\u00e3o se dava muita import\u00e2ncia\u201d, relembra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi a partir de uma parceria com um dos pioneiros do estudo de elasmobr\u00e2nquios no Brasil, o polon\u00eas Victor Sadowsky, professor da USP, que Amorim passou a se aprofundar no tema. O pesquisador come\u00e7ou, junto ao colega Carlos Arfelli, a dar cursos para interessados no IP, em Santos, que viriam a atrair um n\u00famero de pessoas maior do que ele pr\u00f3prio esperava. \u201cN\u00f3s mandamos convites para muitas Universidades Brasil afora, sem muita expectativa, e compareceram, para nossa surpresa, grandes nomes da \u00e1rea na \u00e9poca envolvidos em pesquisas com tubar\u00f5es\u201d, detalha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir desse contato inicial, conta, teve in\u00edcio uma rede de pesquisa muito produtiva, reunindo especialistas de v\u00e1rios estados. \u201cMontamos um Grupo de Trabalho em tubar\u00f5es e raias cuja primeira reuni\u00e3o ocorreu no IP, em 1985. O Instituto ficou a cargo de administr\u00e1-lo e o fez durante dez anos\u201d, lembra. Do grupo, criou-se a atual SBEEL, da qual Amorim \u00e9 s\u00f3cio-fundador e foi secret\u00e1rio (por quatro anos) e presidente (por dois anos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Import\u00e2ncia dos tubar\u00f5es e conserva\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitas vezes vistos no imagin\u00e1rio popular como animais ferozes ou mesmo \u201cassassinos\u201d, os tubar\u00f5es v\u00eam sendo, h\u00e1 algumas d\u00e9cadas, mais v\u00edtimas do que vil\u00f5es do ser humano. \u201cO Brasil sempre consumiu e continua consumindo carne de tubar\u00e3o, vendido usualmente como ca\u00e7\u00e3o, mas com o passar de algumas d\u00e9cadas, passou a existir uma press\u00e3o consider\u00e1vel em cima desse recurso\u201d, preocupa-se Azevedo. \u201cA partir da d\u00e9cada de 80\u201d, continua, \u201ctivemos uma redu\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel nas popula\u00e7\u00f5es, principalmente das esp\u00e9cies que vivem mais pr\u00f3ximo \u00e0 costa\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Amorim compartilha dessa percep\u00e7\u00e3o. Ele ressalta que tubar\u00f5es est\u00e3o no topo da cadeia alimentar e t\u00eam caracter\u00edsticas pr\u00f3prias que os tornam particularmente vulner\u00e1veis aos impactos da pesca: longevidade, pequena prole, crescimento lento e matura\u00e7\u00e3o sexual tardia. \u201cOs tubar\u00f5es n\u00e3o podem ser pescados indiscriminadamente\u201d, defende o pesquisador do IP, para que n\u00e3o haja um desequil\u00edbrio marinho. \u201cEm alguns pa\u00edses s\u00e3o desenvolvidas tecnologias para evitar as capturas acidentais, como linhas de pesca presas ao anzol, sem cabo de a\u00e7o, de onde os tubar\u00f5es escapam, mordendo as linhas\u201d, exemplifica Amorim, citando que hoje existem importantes organiza\u00e7\u00f5es ambientalistas que pressionam para que os tubar\u00f5es pescados sejam devolvidos ao mar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com Azevedo, algumas esp\u00e9cies de elasmobr\u00e2nquios t\u00eam a pesca efetivamente proibida, como \u00e9 o caso da raia-viola (g\u00eanero Pseudobatos), por exemplo. Desta forma, o caminho para a preserva\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies passa por a\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o ambiental com os diferentes atores envolvidos, orientando a n\u00e3o-captura de algumas esp\u00e9cies e a evitar a pesca em \u00e1reas de reprodu\u00e7\u00e3o. \u201cEm fun\u00e7\u00e3o de sua fragilidade biol\u00f3gica, \u00e9 f\u00e1cil que as popula\u00e7\u00f5es dessas esp\u00e9cies sejam drasticamente diminu\u00eddas\u201d, conclui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Encontros e desencontros com tubar\u00f5es e raias est\u00e1 dispon\u00edvel on-line e pode ser acessado gratuitamente atrav\u00e9s deste\u00a0<a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1Zf9NJpEH0y6qLye9MoAWFzAoXq0JhTVI\/view\">link<\/a>. A obra conta ainda com artigos de dezenas de outros especialistas na \u00e1rea e tem como editor e organizador Hugo Bornatowski.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pressionados pela atividade pesqueira, tubar\u00f5es e raias s\u00e3o tema de livro com participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores do Instituto de Pesca 17\/03\/2021 Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Conserva\u00e7\u00e3ocadeia alimentarelasmobr\u00e2nquios Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente. 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