{"id":10130,"date":"2021-04-30T00:00:00","date_gmt":"2021-04-30T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/2021\/04\/30\/tecnicos-da-secretaria-de-agricultura-de-sp-orientam-como-suplementar-a-alimentacao-do-gado-durante-a-estiagem\/"},"modified":"2021-04-30T00:00:00","modified_gmt":"2021-04-30T03:00:00","slug":"tecnicos-da-secretaria-de-agricultura-de-sp-orientam-como-suplementar-a-alimentacao-do-gado-durante-a-estiagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/2021\/04\/30\/tecnicos-da-secretaria-de-agricultura-de-sp-orientam-como-suplementar-a-alimentacao-do-gado-durante-a-estiagem\/","title":{"rendered":"T\u00e9cnicos da Secretaria de Agricultura de SP orientam como suplementar a alimenta\u00e7\u00e3o do gado durante a estiagem"},"content":{"rendered":"<div class=\"blog margin-bottom-40\">\n<h2>T\u00e9cnicos da Secretaria de Agricultura de SP orientam como suplementar a alimenta\u00e7\u00e3o do gado durante a estiagem<\/h2>\n<div class=\"blog-post-tags\">\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-info\">\n<li><i class=\"fa fa-calendar\"><\/i> 30\/04\/2021<\/li>\n<li><i class=\"fa fa-pencil\"><\/i> Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-tags\">\n<li>\n<i class=\"fa fa-tags\"><\/i><br \/>\n<a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=pecu\u00e1ria de leite e corte\">pecu\u00e1ria de leite e corte<\/a> <\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-info\">\n<li style=\"float: left;\">\n<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<div class=\"fb-share-button\" data-layout=\"button_count\" data-mobile_iframe=\"true\" data-size=\"large\"><\/div>\n<p><noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<li><a class=\"twitter-share-button\" data-lang=\"en\"><\/a><br \/>\n<noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<li>\n<div class=\"g-plus\" data-action=\"share\" data-annotation=\"bubble\"><\/div>\n<p><noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<div class=\"blog-img\">\n<img decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"img-responsive center-block\" src=\"\/portal\/themes\/unify\/img\/noticias\/13379-alimentacao2.-15h.jpg\"\/>\n<\/div>\n<p><p style=\"text-align: justify;\">O Brasil \u00e9 um pa\u00eds de clima predominantemente tropical e sua produ\u00e7\u00e3o, portanto, \u00e9 bastante dependente das gram\u00edneas tropicais para a alimenta\u00e7\u00e3o dos animais. Nessa \u00e9poca de estiagem prolongada, que se inicia em maio e vai at\u00e9 o final de agosto, h\u00e1 uma diminui\u00e7\u00e3o da oferta de gram\u00edneas nos pastos e uma necessidade de se fazerem suplementa\u00e7\u00f5es. Em especial, este ano apresenta outras caracter\u00edsticas que v\u00eam trazendo incertezas aos produtores e est\u00e3o relacionadas \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o dos gr\u00e3os, ocasionado pelo aumento nas exporta\u00e7\u00f5es, desvaloriza\u00e7\u00e3o do real frente ao d\u00f3lar e, dessa forma, os custos de insumos, tamb\u00e9m cotados em d\u00f3lar, s\u00e3o maiores e mais expressivos. No caso da alimenta\u00e7\u00e3o animal, esses fatores determinam um grande impacto no custo de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra quest\u00e3o que est\u00e1 corroborando o atual cen\u00e1rio \u00e9 que muitos produtores perderam a safrinha do milho, em fun\u00e7\u00e3o da pouca quantidade de chuvas, em especial no oeste do Estado de S\u00e3o Paulo, onde a estiagem come\u00e7ou mais cedo este ano. Dessa forma, com as margens mais estreitas, o produtor precisou se reinventar. Esta \u00e9 a avalia\u00e7\u00e3o dos t\u00e9cnicos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento que trabalham na Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustent\u00e1vel (CDRS) dando suporte, como extensionistas, aos produtores rurais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A m\u00e9dica veterin\u00e1ria Cheila R\u00fabia Leite Massiere Duarte, da CDRS Regional Botucatu, respons\u00e1vel pela Casa da Agricultura de Laranjal Paulista, faz algumas recomenda\u00e7\u00f5es para as cadeias de leite e corte, as mais impactadas no per\u00edodo da estiagem. \u201cNo caso da pecu\u00e1ria leiteira, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que aqueles que se dedicam a essa cadeia procurem adotar novas t\u00e9cnicas, acompanhando os avan\u00e7os do mercado. No meio rural vemos, ano a ano, as margens de lucro sendo comprimidas, demandando uma escala m\u00ednima de produ\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o constante dos criadores. No que se refere \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o, o Estado de S\u00e3o Paulo tem muitas ind\u00fastrias e, consequentemente, muitas op\u00e7\u00f5es de subprodutos que devem ser avaliados como alternativas \u00e0 dieta do gado\u201d, diz Cheila Duarte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O produtor, tanto da pecu\u00e1ria de leite quanto de corte, tem procurado alternativas para substituir gr\u00e3os como milho e soja na suplementa\u00e7\u00e3o animal quando estes se encontram com custo muito elevado, impactando no custo de produ\u00e7\u00e3o. Produtos como a polpa de laranja, por exemplo, e farelados diversos s\u00e3o subprodutos regionalizados normalmente utilizados e o uso vai depender da oferta existente. \u201cMesmo se tratando de produtos com menor valor nutricional, o fato de terem custo mais reduzido vai influenciar no custo total de produ\u00e7\u00e3o, e pode representar menor perda na margem para o produtor, por isso \u00e9 sempre importante levantar alternativas e fazer as contas\u201d, explica Cheila.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A t\u00e9cnica lembra que na pecu\u00e1ria leiteira os produtores m\u00e9dios e grandes geralmente fazem a alimenta\u00e7\u00e3o no cocho pelo menos para os animais mais exigentes e em fase de lacta\u00e7\u00e3o; j\u00e1 os pequenos produtores nem sempre se preparam o suficiente, por muitas vezes terem \u00e1rea reduzida e mais animais do que a propriedade comporta. Nos dias atuais, o que mais tem sido empregado como suplementa\u00e7\u00e3o volumosa s\u00e3o as silagens (seja de milho, sorgo, capim ou mesmo de cana). Para quem emprega pastagens irrigadas, mesmo com as temperaturas mais baixas e menor rendimento dos cultivos, \u00e9 poss\u00edvel fazer a sobressemeadura com esp\u00e9cies de clima temperado, como a aveia, sendo poss\u00edvel deixar os animais de melhor produ\u00e7\u00e3o em pastejo rotacionado. Dessa forma, mesmo com uma lota\u00e7\u00e3o menor nos piquetes, \u00e9 poss\u00edvel manter os animais no pasto e obter um custo interessante de produ\u00e7\u00e3o\u201d, frisa a m\u00e9dica veterin\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 na pecu\u00e1ria de corte h\u00e1 algumas alternativas para contornar essa estacionalidade de produ\u00e7\u00e3o das forragens, exemplifica Cheila: \u201cPara quem tem \u00e1reas maiores e volume de capim (massa, mesmo que seca), \u00e9 poss\u00edvel o uso de suplemento mineral proteico (sal proteinado), que garantir\u00e1 ganhos a um custo mais baixo. Uma alternativa mais avan\u00e7ada \u00e9 a termina\u00e7\u00e3o intensiva a pasto (TIP), com fornecimento de alimenta\u00e7\u00e3o concentrada a pasto. H\u00e1 ainda quem opte por terminar pelo menos parte dos animais no sistema de confinamento, o qual tem maior demanda de gr\u00e3os. No confinamento, os animais entrar\u00e3o com peso em torno de 13 a 14\u00a0 arrobas e ficam at\u00e9 completarem em torno de 19\u00a0 arrobas, permanecendo confinados por per\u00edodo de 90 a 120 dias, at\u00e9 chegar \u00e0 fase de abate. \u00c9 uma alternativa para obter uma carca\u00e7a de melhor qualidade e melhor valor final pago pelo frigor\u00edfico. Por\u00e9m todas as op\u00e7\u00f5es devem ser avaliadas com crit\u00e9rio, lembrando que o objetivo \u00e9 a combina\u00e7\u00e3o que forne\u00e7a boa receita e margem final. H\u00e1 ainda quem n\u00e3o adote nenhuma suplementa\u00e7\u00e3o e produza o conhecido \u2018boi sanfona\u2019, que engorda nas \u00e1guas e perde peso no per\u00edodo da estiagem, mas a cada dia \u00e9 menos comum essa pr\u00e1tica, em especial no Estado de S\u00e3o Paulo, onde a tecnifica\u00e7\u00e3o dos pecuaristas de corte \u00e9 cada vez mais frequente\u201d, salienta a t\u00e9cnica. \u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s aves e outros animais j\u00e1 criados confinados, n\u00e3o h\u00e1 grandes altera\u00e7\u00f5es nos sistemas de produ\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m o aumento dos pre\u00e7os dos gr\u00e3os tem afetado a margem de lucro desse ramo. Alguns produtores de frango relatam que as integradoras est\u00e3o alojando um pouco menos e os produtores menores est\u00e3o sofrendo mais com isso, pois a op\u00e7\u00e3o \u00e9 para as granjas mais tecnificadas (automatizadas e de press\u00e3o negativa) que t\u00eam mais ambi\u00eancia para os animais e consequentemente permitem maior convers\u00e3o alimentar, seja em carne ou ovos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dificuldades na regi\u00e3o oeste do Estado de S\u00e3o Paulo, onde predomina a pecu\u00e1ria de leite e corte<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na regi\u00e3o oeste do Estado de S\u00e3o Paulo, onde predominam as pastagens e a estiagem costuma judiar, os produtores j\u00e1 est\u00e3o se preparando para o longo per\u00edodo de falta de chuvas e buscando alternativas para manter os animais bem alimentados. O engenheiro agr\u00f4nomo Jo\u00e3o Menezes, especialista em alimenta\u00e7\u00e3o animal e acostumado com essas caracter\u00edsticas clim\u00e1ticas da regi\u00e3o, diz que os produtores normalmente j\u00e1 se precaveem, por\u00e9m, este ano, a seca come\u00e7ou mais cedo, com locais onde n\u00e3o chove h\u00e1 mais de 30\/ 40 dias e outros h\u00e1 quase 60 dias. \u201cH\u00e1 um d\u00e9ficit h\u00eddrico muito grande que prejudica n\u00e3o s\u00f3 as pastagens, mas tamb\u00e9m as lavouras de soja, milho e outras, ou seja, \u00e9 um cen\u00e1rio ruim para o agricultor e para o pecuarista, que necessita de farelos para suplementar a alimenta\u00e7\u00e3o do gado\u201d, explica Menezes, que \u00e9 respons\u00e1vel pela Casa da Agricultura de Anhumas, da \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o da CDRS Regional Presidente Prudente.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO produtor foi pego despreparado para enfrentar essa situa\u00e7\u00e3o, porque a seca veio muito mais cedo do que o esperado e mesmo quem j\u00e1 vinha comprando suplementos, como o feno, por exemplo, est\u00e1 utilizando antes do desejado, porque j\u00e1 est\u00e1 faltando forragem para o gado no pasto. Aliado a isso, com a quebra da safra, os pre\u00e7os dos gr\u00e3os est\u00e3o muito elevados\u201d, avalia o t\u00e9cnico, que vem conversando com os produtores e ouvindo suas preocupa\u00e7\u00f5es, na tentativa de verificar as alternativas vi\u00e1veis para enfrentar este ano dif\u00edcil sob todos os aspectos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Jo\u00e3o Menezes, de agora em diante e durante todo o per\u00edodo que perdurar a estiagem, h\u00e1 tr\u00eas estrat\u00e9gias que podem ser utilizadas para minimizar a situa\u00e7\u00e3o. A mais vi\u00e1vel e barata \u00e9 o pasto diferido, ou seja, o produtor reserva uma \u00e1rea de pastagem para usar na \u00e9poca da seca, mas este ano at\u00e9 essa estrat\u00e9gia est\u00e1 complicada, porque como a seca come\u00e7ou antes, foi preciso utilizar essa \u00e1rea diferida\/reservada por j\u00e1 estar faltando pastagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda estrat\u00e9gia costumeiramente utilizada pelos pecuaristas \u00e9 promover a suplementa\u00e7\u00e3o volumosa. Para isso, \u00e9 preciso que o produtor tenha se preparado e cultivado seu volumoso a tempo, para alimentar o rebanho na seca. Portanto, poderia ter cultivado feno, milho e\/ou sorgo para produ\u00e7\u00e3o de silagem, cana-de-a\u00e7\u00facar e capineiras, como o capim-elefante napier ou o capia\u00e7\u00fa, este \u00faltimo uma cultivar da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa), que tem apresentado uma produtividade elevada de massa. As silagens de sorgo e milho s\u00e3o mais caras para serem produzidas, pois s\u00e3o culturas mais exigentes e suscet\u00edveis \u00e0s intemp\u00e9ries clim\u00e1ticas, por\u00e9m produzem um volumoso de melhor qualidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Temos, ainda, dois tipos de feno, aquele produzido com a finalidade de alimenta\u00e7\u00e3o animal, com qualidade nutricional melhor, mas tamb\u00e9m mais dif\u00edcil e caro de ser produzido. E h\u00e1 o feno res\u00edduo da produ\u00e7\u00e3o de sementes, cujas regi\u00f5es abrangidas pelas CDRS Regionais de Presidente Prudente e de Presidente Venceslau s\u00e3o reconhecidas no Estado de S\u00e3o Paulo pela produ\u00e7\u00e3o de sementes forrageiras. Neste caso, \u00e9 a palhada que sobra dessa atividade que \u00e9 oferecida como res\u00edduo ou subproduto para suplementa\u00e7\u00e3o da alimenta\u00e7\u00e3o do gado. \u201cO custo \u00e9 menor, por\u00e9m a qualidade e o valor nutricional tamb\u00e9m s\u00e3o mais reduzidos\u201d, avalia Jo\u00e3o Menezes, mas h\u00e1 boa disponibilidade na regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O diretor da CDRS Regional Presidente Venceslau, m\u00e9dico veterin\u00e1rio Felipe Melhado, concorda que este ano foi bom para o cultivo do feno, porque choveu na \u00e9poca certa durante a produ\u00e7\u00e3o e agora est\u00e1 sendo colhido tamb\u00e9m na \u00e9poca oportuna, ou seja, de seca, pois neste caso as chuvas acabariam comprometendo a colheita e, consequentemente, a produ\u00e7\u00e3o.\u00a0 \u201cO que atrapalha o produtor \u00e9 a chuva, pois n\u00e3o se consegue enleirar o feno se estiver chovendo, h\u00e1 muita perda. Mas o que est\u00e1 ocorrendo \u00e9 uma superprodu\u00e7\u00e3o desse capim cortado, que \u00e9 um subproduto da produ\u00e7\u00e3o de sementes forrageiras para forma\u00e7\u00e3o de pastagens. \u00c9 \u00f3timo subproduto para quem precisa alimentar o gado com um custo mais baixo. Por\u00e9m, este ano, at\u00e9 esse subproduto est\u00e1 com pre\u00e7o mais alto; o volume que foi vendido a R$ 25,00 no ano passado, este ano j\u00e1 est\u00e1 custando R$ 35,00, e a procura para armazenar alimento para o gado para o pior per\u00edodo de estiagem tem sido grande\u201d, afirma Felipe Melhado. A \u00e1rea de plantio abrangida pela CDRS Regional Presidente Venceslau \u00e9 de mais de 20 mil hectares, que se revertem nesse subproduto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A terceira alternativa, comenta Jo\u00e3o Menezes, s\u00e3o as capineiras, como o capim-elefante napier ou capia\u00e7\u00fa, que s\u00e3o forrageiras que produzem no ver\u00e3o e est\u00e3o no ponto ideal para serem cortadas para a produ\u00e7\u00e3o de silagem ou, ainda, podem ser deixadas no campo para cortar no per\u00edodo da seca, para oferecer ao gado no cocho. Segundo o especialista em nutri\u00e7\u00e3o animal, \u201ca qualidade nutritiva n\u00e3o \u00e9 muito boa, mas s\u00e3o de f\u00e1cil produ\u00e7\u00e3o e fornecem uma consider\u00e1vel produtividade por \u00e1rea\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E h\u00e1 a alternativa j\u00e1 bastante utilizada pelos produtores, que \u00e9 a da cana-de-a\u00e7\u00facar, a qual apresenta um valor nutritivo m\u00e9dio, mais baixo do que da silagem de sorgo e milho, por\u00e9m mais alto do que o capim passado. \u201cAl\u00e9m disso, conta com a vantagem de poder ser colhida na \u00e9poca da seca, quando h\u00e1 maior necessidade de se fazer a suplementa\u00e7\u00e3o alimentar do gado. Exige mais cuidados com a cultura no campo, por\u00e9m, nessa \u00e9poca da seca, com a ureia pecu\u00e1ria adicionada, \u00e9 importante na alimenta\u00e7\u00e3o do gado. E \u00e9 uma estrat\u00e9gia tanto para gado de leite quanto para o gado de corte. D\u00e1 mais trabalho, porque precisa ser cortada todo dia para oferecer aos animais, mas \u00e9 uma boa e conhecida alternativa utilizada pelos pequenos pecuaristas\u201d, argumenta Menezes.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda h\u00e1 uma quarta alternativa: tratar os animais com concentrados, como as ra\u00e7\u00f5es. \u00c9, sem d\u00favida, a op\u00e7\u00e3o mais cara, por\u00e9m a mais f\u00e1cil. Segundo Jo\u00e3o Menezes, o pecuarista tem que avaliar e considerar se, com a alta do pre\u00e7o dos gr\u00e3os e da suplementa\u00e7\u00e3o mineral, somadas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas totalmente desfavor\u00e1veis, n\u00e3o valer\u00e1 a pena investir nos seus animais, n\u00e3o deixando que passem fome ou at\u00e9 venham a morrer por falta de alimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisadora do Instituto de Zootecnia (IZ) Fl\u00e1via Maria de Andrade Gimenes, concorda e corrobora a indica\u00e7\u00e3o dos t\u00e9cnicos da CDRS. \u201cO custo elevado dos gr\u00e3os, como soja e milho, torna dif\u00edcil o uso de maiores quantidades de concentrados na alimenta\u00e7\u00e3o animal. Nesta situa\u00e7\u00e3o, o pecuarista deve usar as ferramentas dispon\u00edveis para conseguir alimentar os animais de forma adequada durante todo o per\u00edodo de estiagem. A forma mais simples de fornecer alimentos volumosos para os animais \u00e9 o uso de pastagens diferidas, que s\u00e3o pastos vedados no final do per\u00edodo de \u00e1guas e que apesar de apresentarem baixo valor nutritivo, podem fornecer as fibras necess\u00e1rias para a dieta. Outras alternativas s\u00e3o o fornecimento de cana-de-a\u00e7\u00facar ou capineiras picadas diariamente, de forrageiras conservadas na forma de silagem ou feno ou uso de coprodutos&#8221;, confirma a pesquisadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u201cEm resumo, o que vamos ter \u00e9 um ano de muita dificuldade durante a seca, que come\u00e7ou mais cedo. E, mesmo que venha a chover no inverno, o que normalmente n\u00e3o acontece, a produ\u00e7\u00e3o ser\u00e1 escassa em fun\u00e7\u00e3o do frio e dos dias curtos desfavor\u00e1veis ao crescimento do capim. O que se prenuncia \u00e9 um ano de escassez de alimento para o gado e at\u00e9 perda de animais do rebanho, que trar\u00e1 como consequ\u00eancia um aumento no pre\u00e7o final da carne e do leite ao consumidor, em fun\u00e7\u00e3o da escassez de produtos. De toda forma, a alta do pre\u00e7o final n\u00e3o significa um ganho maior para o produtor, mas um ano de dificuldade para os pecuaristas, tanto de leite quanto de corte, que ter\u00e3o que arcar com a escassez de alimento no campo, um alto custo de produ\u00e7\u00e3o e um ganho ainda menor\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMesmo com essas dificuldades, a minha experi\u00eancia como extensionista no trato com os produtores aponta que eles procuram alternativas, pois desistir da atividade n\u00e3o costuma ser uma op\u00e7\u00e3o, afinal, \u00e9 o que querem e sabem fazer. E o nosso papel na extens\u00e3o rural \u00e9 procurar essas alternativas e discutir com eles os pr\u00f3s e os contras, para que continuem seguindo na atividade com ganho, o qual possa proporcionar a perman\u00eancia no campo com qualidade de vida\u201d, finaliza Cheila Duarte.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>T\u00e9cnicos da Secretaria de Agricultura de SP orientam como suplementar a alimenta\u00e7\u00e3o do gado durante a estiagem 30\/04\/2021 Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o pecu\u00e1ria de leite e corte Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente. 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