{"id":10129,"date":"2021-04-30T00:00:00","date_gmt":"2021-04-30T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/2021\/04\/30\/saude-das-abelhas-e-pesquisada-em-laboratorio-da-secretaria-de-agricultura-e-abastecimento-de-sp\/"},"modified":"2021-04-30T00:00:00","modified_gmt":"2021-04-30T03:00:00","slug":"saude-das-abelhas-e-pesquisada-em-laboratorio-da-secretaria-de-agricultura-e-abastecimento-de-sp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/2021\/04\/30\/saude-das-abelhas-e-pesquisada-em-laboratorio-da-secretaria-de-agricultura-e-abastecimento-de-sp\/","title":{"rendered":"Sa\u00fade das abelhas \u00e9 pesquisada em Laborat\u00f3rio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP"},"content":{"rendered":"<div class=\"blog margin-bottom-40\">\n<h2>Sa\u00fade das abelhas \u00e9 pesquisada em Laborat\u00f3rio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP<\/h2>\n<div class=\"blog-post-tags\">\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-info\">\n<li><i class=\"fa fa-calendar\"><\/i> 30\/04\/2021<\/li>\n<li><i class=\"fa fa-pencil\"><\/i> Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-tags\">\n<li>\n<i class=\"fa fa-tags\"><\/i><br \/>\n<a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=Instituto Biol\u00f3gico\">Instituto Biol\u00f3gico<\/a> <\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-info\">\n<li style=\"float: left;\">\n<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<div class=\"fb-share-button\" data-layout=\"button_count\" data-mobile_iframe=\"true\" data-size=\"large\"><\/div>\n<p><noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<li><a class=\"twitter-share-button\" data-lang=\"en\"><\/a><br \/>\n<noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<li>\n<div class=\"g-plus\" data-action=\"share\" data-annotation=\"bubble\"><\/div>\n<p><noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<div class=\"blog-img\">\n<img decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"img-responsive center-block\" src=\"\/portal\/themes\/unify\/img\/noticias\/13383-saude-das-abelhas.-6r7.jpg\"\/>\n<\/div>\n<p><p style=\"text-align: center;\"><em>Descoberta do Instituto Biol\u00f3gico contribui para o avan\u00e7o do conhecimento em todo o mundo sobre esses polinizadores<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentro da imensa diversidade de insetos existentes, as abelhas s\u00e3o, sem d\u00favida, um dos mais importantes polinizadores. O trabalho efetuado por esses polinizadores, em especial as abelhas, representou R$ 43 bilh\u00f5es, aproximadamente, para a economia brasileira em 2018. Do ponto de vista dom\u00e9stico, a poliniza\u00e7\u00e3o garante nosso cafezinho, t\u00e3o apreciado mundialmente, al\u00e9m de diversas frutas e gr\u00e3os que fazem parte de nossa dieta e que representam importantes commodities para o mercado nacional e mesmo internacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar desse importante \u2013 e bilion\u00e1rio servi\u00e7o, dito ecossist\u00eamico \u2013 as abelhas est\u00e3o amea\u00e7adas em todo o mundo, inclusive no Brasil, comenta a pesquisadora a pesquisadora do Instituto Biol\u00f3gico, \u00c9rica Weinstein Teixeira. \u201cEssa amea\u00e7a ocorre principalmente, segundo cientistas de todo o globo, por conta de causas multifatoriais, que v\u00e3o desde as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, at\u00e9 o uso de grandes \u00e1reas com monoculturas que implicam em perdas de habitat, passando pela utiliza\u00e7\u00e3o inadequada de defensivos agr\u00edcolas, \u00e0 desnutri\u00e7\u00e3o e doen\u00e7as desses insetos\u201d, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de S\u00e3o Paulo, por meio de seu Instituto Biol\u00f3gico (IB-APTA), se debru\u00e7a a estudar as doen\u00e7as que acometem as abelhas h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada, mantendo em Pindamonhangaba o \u00fanico laborat\u00f3rio especializado de sanidade ap\u00edcola do pa\u00eds. Os trabalhos desenvolvidos pela unidade de pesquisa t\u00eam contribu\u00eddo para a gera\u00e7\u00e3o de conhecimento sobre o decl\u00ednio das abelhas e ajudando na compreens\u00e3o de mecanismos para salvar a vida desses insetos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a pesquisadora do IB, o decl\u00ednio de polinizadores figura como uma das grandes amea\u00e7as \u00e0 humanidade em tempos atuais, tanto no que diz respeito \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de alimentos, como ao desequil\u00edbrio de ecossistemas. \u201cAs abelhas, assim como qualquer outro animal, s\u00e3o acometidas por microrganismos pat\u00f3genos e parasitas e, em virtude da debilita\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica que pode ser causada por qualquer um dos fatores mencionados est\u00e3o cada vez mais vulner\u00e1veis. Esses fatores podem agir de forma \u00fanica ou combinada, em diversas intensidades. Em formas mais graves, as col\u00f4nias podem sucumbir e entrar em colapso\u201d, explica a cientista especialista em sanidade ap\u00edcola e que realizou seu p\u00f3s-doutorado na \u00e1rea na United States Department of Agriculture e na Iowa State University (USDA).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estudo in\u00e9dito desenvolvido pelo IB em conjunto com a Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) aborda um desses microrganismos que afetam as abelhas Apis melliera africanizadas, predominantes no Brasil.\u00a0<a href=\"https:\/\/reader.elsevier.com\/reader\/sd\/pii\/S0022191021000470?token=E877C619DAB2AC9F0F5D02DC8DD9AE0F76498A3FA2FD424ACB69FBD058BABF44B470E12456C12B71628E1185FDCDFAB2&amp;originRegion=us-east-1&amp;originCreation=20210419155152\">A pesquisa foi publicada na revista cient\u00edfica internacional Journal of Insect Physiology<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O trabalho focou o fungo Nosema ceranae, que pode causar diversas altera\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas e de comportamento nas abelhas mel\u00edferas africanizadas. A pesquisa demonstrou pela primeira vez que a infec\u00e7\u00e3o natural por N. ceranae deprime o sistema imune de abelhas campeiras. \u201cDescobrimos que este microrganismo \u00e9 prejudicial ao sistema imune de abelhas mais jovens e mais velhas, j\u00e1 a dispers\u00e3o, mitiga\u00e7\u00e3o e controle da doen\u00e7a, ir\u00e1 depender do contexto social da col\u00f4nia\u201d, explica a pesquisadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9rica ressalta que este fungo unicelular vem sendo apontado como um dos respons\u00e1veis por decl\u00ednio de popula\u00e7\u00f5es de abelhas e colapsos no Hemisf\u00e9rio Norte. Pesquisas conduzidas pelo Instituto Biol\u00f3gico, juntamente com outras institui\u00e7\u00f5es brasileiras, j\u00e1 demonstraram, por\u00e9m, que a sua ocorr\u00eancia n\u00e3o \u00e9 recente no pa\u00eds, estando amplamente presente no Brasil\u00a0<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.jip.2013.09.002\">h\u00e1 pelo menos tr\u00eas d\u00e9cadas<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPortanto, ele n\u00e3o \u00e9 uma nova amea\u00e7a, diferentemente do que vem sendo preconizado para sua presen\u00e7a em clima temperado e em abelhas mel\u00edferas europeias.\u00a0<a href=\"doi:%2010.13102\/sociobiology.v67i3.4950\">Nosso grupo de pesquisa demonstrou ainda que em col\u00f4nias bem manejadas esse fungo n\u00e3o causa colapsos<\/a>\u201d, explica \u00c9rica ao se referir aos trabalhos sequencialmente produzidos pelo LASA relacionados a este microorganismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u201cbem manejadas\u201d significa que se as col\u00f4nias tiverem boa alimenta\u00e7\u00e3o ao longo de todo o ano, troca de quadros velhos por cera alveolada, por exemplo, al\u00e9m de todos os cuidados preconizados para as boas pr\u00e1ticas ap\u00edcolas, estar\u00e3o aptas a lidarem de forma mais efetiva frente aos diversos estressores biol\u00f3gicos ou n\u00e3o presentes. Com isso, elas ter\u00e3o o sistema imunol\u00f3gico mais forte para conseguir vencer esse e outros fungos que elas t\u00eam contato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cOcorre que em grandes \u00e1reas em que s\u00e3o exploradas uma \u00fanica cultura, as abelhas vivem em determinadas \u00e9pocas do ano em um grande deserto de recurso alimentar, n\u00e3o tendo alimentos dispon\u00edveis, sem falar em abrigos naturais destru\u00eddos. Por isso, \u00e9 muito importante pensarmos em formas de proteger esses organismos que trazem, inclusive, melhores produtividades para essas culturas, com seu servi\u00e7o ecossist\u00eamico\u201d, explica a pesquisadora do IB.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a nova descoberta, \u00c9rica explica que os cientistas sabem que considerando a exist\u00eancia de diversos mecanismos sociais e individuais para reduzir infec\u00e7\u00e3o por fungo e sua dispers\u00e3o na col\u00f4nia, as abelhas podem responder de forma diferente, dependendo do contexto social. \u201cFicou demonstrado ent\u00e3o que, dada \u00e0 exist\u00eancia de mecanismos sociais e individuais para reduzir a infec\u00e7\u00e3o por fungos e sua dispers\u00e3o na col\u00f4nia, abelhas podem responder de forma diferente, dependendo das condi\u00e7\u00f5es de cria\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pesquisas do IB s\u00e3o consideradas de ponta e ajudam na constru\u00e7\u00e3o do conhecimento sobre abelhas em todo o mundo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde meados de 2006, pesquisadores de todo o mundo alertam de forma mais intensa para o decl\u00ednio das abelhas e o impacto do sumi\u00e7o desses polinizadores para todo o ecossistema, mas tamb\u00e9m para a economia, principalmente, para o Brasil, pa\u00eds que tem a agricultura como um de seus grandes pilares de sustenta\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cientistas de todo o globo desenvolvem diversas pesquisas para explicar os motivos desse sumi\u00e7o. O Instituto Biol\u00f3gico, um dos seis Institutos de pesquisa ligados \u00e0 Ag\u00eancia Paulista de Tecnologia dos Agroneg\u00f3cios (APTA), tem contribu\u00eddo para o avan\u00e7o do conhecimento nessa \u00e1rea, por meio de estudos conduzidos com participa\u00e7\u00e3o de diversas institui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas do Brasil e do exterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os trabalhos s\u00e3o desenvolvidos no Laborat\u00f3rio Especializado de Sanidade Ap\u00edcola (LASA) do IB localizado em Pindamonhangaba, interior paulista. Este \u00e9 o \u00fanico do pa\u00eds na \u00e1rea e realiza diagn\u00f3stico de v\u00edrus, fungos, bact\u00e9rias e parasitas que acometem as abelhas Apis mellifera africanizadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cDentre outras atividades de pesquisa, nosso laborat\u00f3rio tem capacidade para identificar o DNA e o RNA de pat\u00f3genos ou parasitas presentes e poss\u00edveis varia\u00e7\u00f5es de gen\u00f3tipos, que levam a diferen\u00e7as em termos de virul\u00eancia e forma das doen\u00e7as se instalarem\u201d, afirma \u00c9rica.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sa\u00fade das abelhas \u00e9 pesquisada em Laborat\u00f3rio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP 30\/04\/2021 Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Instituto Biol\u00f3gico Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente. 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