{"id":10107,"date":"2021-05-20T00:00:00","date_gmt":"2021-05-20T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/2021\/05\/20\/carrapatos-podem-trazer-danos-a-saude-de-cavalos-e-potros-e-prejuizo-ao-produtor-rural\/"},"modified":"2021-05-20T00:00:00","modified_gmt":"2021-05-20T03:00:00","slug":"carrapatos-podem-trazer-danos-a-saude-de-cavalos-e-potros-e-prejuizo-ao-produtor-rural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/2021\/05\/20\/carrapatos-podem-trazer-danos-a-saude-de-cavalos-e-potros-e-prejuizo-ao-produtor-rural\/","title":{"rendered":"Carrapatos podem trazer danos \u00e0 sa\u00fade de cavalos e potros e preju\u00edzo ao produtor rural"},"content":{"rendered":"<div class=\"blog margin-bottom-40\">\n<h2>Carrapatos podem trazer danos \u00e0 sa\u00fade de cavalos e potros e preju\u00edzo ao produtor rural<\/h2>\n<div class=\"blog-post-tags\">\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-info\">\n<li><i class=\"fa fa-calendar\"><\/i> 20\/05\/2021<\/li>\n<li><i class=\"fa fa-pencil\"><\/i> Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-tags\">\n<li>\n<i class=\"fa fa-tags\"><\/i><br \/>\n<a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=APTA\">APTA<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=equinos\">equinos<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=carrapaticida\">carrapaticida<\/a> <\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-info\">\n<li style=\"float: left;\">\n<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<div class=\"fb-share-button\" data-layout=\"button_count\" data-mobile_iframe=\"true\" data-size=\"large\"><\/div>\n<p><noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<li><a class=\"twitter-share-button\" data-lang=\"en\"><\/a><br \/>\n<noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<li>\n<div class=\"g-plus\" data-action=\"share\" data-annotation=\"bubble\"><\/div>\n<p><noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<div class=\"blog-img\">\n<img decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"img-responsive center-block\" src=\"\/portal\/themes\/unify\/img\/noticias\/13379-491951026787153f0ab19k.-kwn.jpg\"\/>\n<\/div>\n<p><p style=\"text-align: center;\"><em>Pesquisadora da APTA ressalta a import\u00e2ncia de se atentar ao problema e explica como combat\u00ea-los<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos problemas mais comuns que atingem equinos no Brasil, os carrapatos trazem desconforto aos animais e podem levar \u00e0 perda de rendimento e problemas s\u00e9rios de sa\u00fade. Aten\u00e7\u00e3o constante \u00e0s condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias da propriedade e monitoramento dos animais s\u00e3o essenciais para controle do problema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cOs danos diretos se referem ao fato de os carrapatos serem animais hemat\u00f3fagos (que se alimentam do sangue do hospedeiro \u2013 o equino), e assim, dependendo da gravidade da infesta\u00e7\u00e3o, podem causar anemia\u201d, diz a pesquisadora da APTA Regional de Colina, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de S\u00e3o Paulo, Anita Schmidek, que trabalha com o tema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo conta, as consequ\u00eancias de um quadro an\u00eamico podem ser queda de rendimento, perda de peso, queda na imunidade e at\u00e9 risco de morte do animal. Apesar de perigoso, esse n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico problema associado diretamente a esses aracn\u00eddeos. \u201cAo picar o cavalo, o carrapato libera uma subst\u00e2ncia que \u00e9 irritante, induzindo o equino a se co\u00e7ar para retirar o parasita, o que pode ocasionar pequenas les\u00f5es que, por sua vez, despertam o interesse de outro parasita, a mosca (frequentemente da esp\u00e9cie Cochliomyia hominivorax)\u201d, relata Anita. De acordo com a pesquisadora, \u00a0essas moscas tendem a depositar seus ovos pr\u00f3ximo a feridas e, ap\u00f3s sua eclos\u00e3o, as larvas migram em dire\u00e7\u00e3o ao machucado, causando o que se conhece popularmente como bicheira. \u201cQuando estas feridas ocorrem pr\u00f3ximo \u00e0 orelha, podem fazer com que esta fique deformada &#8211; o que se chama popularmente de \u2018orelha troncha\u2019\u201d, especifica.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A especialista agrega que a irrita\u00e7\u00e3o e inc\u00f4modo causado pela picada dos carrapatos pode ainda causar altera\u00e7\u00f5es hormonais que prejudicam a imunidade do equino, influenciar na qualidade do sono (induzindo a altera\u00e7\u00f5es hormonais que prejudicam o crescimento e a renova\u00e7\u00e3o celular) e ocasionar a redu\u00e7\u00e3o do apetite ou relut\u00e2ncia em pastar, conduzindo a problemas de desnutri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m dos efeitos diretos, Anita diz haver outros danos indiretos potencialmente graves desencadeados pelas picadas de carrapatos infectados. S\u00e3o as chamadas hemoparasitoses (conhecidas popularmente como piroplasmose, nutaliose ou tristeza parasit\u00e1ria), causadas por protozo\u00e1rios que invadem as c\u00e9lulas sangu\u00edneas. No estado de S\u00e3o Paulo, os mais comuns s\u00e3o as esp\u00e9cies Babesia caballi, Theileria equi e Anaplasma phagocytophilum. \u201cApesar de haver particularidades nos sintomas, todas elas podem conduzir a anemia, problema hep\u00e1tico, espl\u00eanico (de ba\u00e7o), pulmonar, card\u00edaco, neurol\u00f3gico e inflama\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica\u201d, alerta a pesquisadora da APTA. \u201cEntre os sintomas comuns, se percebe queda no desempenho, orquite (incha\u00e7o nos test\u00edculos), dificuldade em emprenhar, abortos, natimortos, potros fracos, podendo haver morte s\u00fabita em todas as idades\u201d, complementa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso dos potros, a pesquisadora afirma que os danos trazidos pelos carrapatos podem ser ainda mais intensos. Al\u00e9m de serem mais sens\u00edveis aos problemas j\u00e1 citados, pode haver ainda a transmiss\u00e3o transplacent\u00e1ria dos hemoparasitas da m\u00e3e para o feto, durante a gesta\u00e7\u00e3o. \u201cNesse caso, o potro j\u00e1 nasce doente, podendo apresentar sintomas como fraqueza, dificuldade para se levantar e mamar, febre, diarreia, respira\u00e7\u00e3o ofegante, icter\u00edcia (pele das mucosas amareladas), urina escura e problemas neurol\u00f3gicos\u201d, detalha a especialista, acrescentando haver ind\u00edcios de que o quadro pode ser piorado pela presen\u00e7a de subst\u00e2ncias inflamat\u00f3rias (citocinas) no leite das \u00e9guas infectadas, ao serem ingeridas pelos potros rec\u00e9m-nascidos, durante a amamenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O impacto desse conjunto de problemas para o criador \u00e9 evidente: diminui\u00e7\u00e3o no rendimento do animal e risco real de mortes no rebanho. De acordo com Anita, a presen\u00e7a de hemoparasitoses pode, ainda, ser um impeditivo \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o ou transporte de equinos nacionais para fins esportivos aos EUA ou Europa. \u201cInteressante constatar que \u00e9 o \u00fanico entrave sanit\u00e1rio, no caso dos equinos, visto que outras exig\u00eancias sanit\u00e1rias s\u00e3o contorn\u00e1veis mediante vacina\u00e7\u00e3o\u201d, assegura a especialista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Conhecer o \u2018inimigo\u2019 \u00e9 essencial no controle do problema<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cDe forma geral, h\u00e1 duas esp\u00e9cies de carrapato de maior relev\u00e2ncia para os equinos, que t\u00eam ciclos de vida diferentes e, por isso, demandam estrat\u00e9gias de controle espec\u00edficas: o chamado carrapato estrela (Amblyomma sculptum) e o carrapato de orelha (Dermacentor nitens)\u201d, explica Anita. Para reduzir ou eliminar a presen\u00e7a de carrapatos no rebanho, a pesquisadora diz que \u00e9 preciso saber distinguir os carrapatos no corpo do equino, conhecer seus ciclos de vida e, identificar os carrapaticidas efetivos para o contexto de cada propriedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme ensina a especialista, o carrapato-estrela possui um ciclo de vida complexo, com 4 fases: ovo, larva (ou micuim), ninfa (ou vermelhinho) e adulto (ou estrela). Assim como os ovos (que ficam no solo), os micuins e ninfas s\u00e3o muito pequenos, e praticamente invis\u00edveis sob o p\u00ealo do cavalo; sua presen\u00e7a, no entanto, pode ser constatada pela exist\u00eancia de \u201ccaro\u00e7os\u201d na pele dos animais ou \u00e1reas sem p\u00ealos, devido ao ato de co\u00e7ar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nestas fases intermedi\u00e1rias, os carrapatos ficam menos de uma semana no animal, voltando em seguida para o solo, onde passam pela transforma\u00e7\u00e3o para a fase posterior. \u201cA fase adulta \u00e9 mais f\u00e1cil de ser visualizada, pois o aracn\u00eddeo passa a ter em torno de 5 a 10 mm de tamanho. Nesta fase, passam tamb\u00e9m cerca de uma semana fixados ao equino, e retornam ao solo, onde podem permanecer vivos por 24 meses\u201d, menciona Anita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com ela, apesar de ter prefer\u00eancia pelo equino, o carrapato-estrela ataca v\u00e1rias esp\u00e9cies animais, desde o homem e outros mam\u00edferos (como a capivara), at\u00e9 aves e r\u00e9pteis. \u201cQuando as pessoas que tratam dos cavalos ou cuidam de sua escova\u00e7\u00e3o notam a presen\u00e7a de micuins ou indiv\u00edduos adultos em si pr\u00f3prios, devem deduzir que certamente est\u00e3o presentes tamb\u00e9m nos equinos\u201d, contextualiza. Nos animais, s\u00e3o encontrados com maior frequ\u00eancia na regi\u00e3o perianal, virilhas e axilas, assim como crinas e caudas e, por vezes, pelagem do boleto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O carrapato de orelha, por outro lado, tem ciclo de vida mais simples. A f\u00eamea p\u00f5e seus ovos no solo e, ap\u00f3s eclos\u00e3o, as larvas sobem no equino e passam por todas as fases de transforma\u00e7\u00e3o no corpo do animal (a f\u00eamea s\u00f3 volta ao solo quando chega \u00e0 idade adulta e precisa botar novos ovos). A perman\u00eancia do D. nitens no corpo dos cavalos dura cerca de 25 dias. \u201cEste carrapato tem predile\u00e7\u00e3o por locais mais protegidos, como pavilh\u00e3o auricular, divert\u00edculo nasal, crina e base da cauda, regi\u00e3o perianal e virilha\u201d, aponta a pesquisadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto ao controle, a especialista coloca que, em animais mantidos a pasto, a forma mais eficiente \u00e9 matar os carrapatos presentes nos equinos, pulverizando o corpo destes com solu\u00e7\u00e3o carrapaticida e, nas infesta\u00e7\u00f5es do pavilh\u00e3o auricular (interior da orelha) e divert\u00edculo nasal (cavidade no interior da narina), passando uma mistura de p\u00f3 inseticida com \u00f3leo dentro destas cavidades. Para o processo ser eficaz, o conhecimento dos ciclos de vida destas duas esp\u00e9cies de carrapato \u00e9 fundamental, pois determinar\u00e1 o intervalo entre pulveriza\u00e7\u00f5es. \u201cSe a infesta\u00e7\u00e3o \u00e9 de carrapato de orelha, intervalos de pulveriza\u00e7\u00e3o de tr\u00eas semanas s\u00e3o adequados para reduzir a popula\u00e7\u00e3o no local. Por outro lado, em infesta\u00e7\u00f5es de carrapato estrela, s\u00e3o necess\u00e1rios banhos semanais, at\u00e9 a redu\u00e7\u00e3o da infesta\u00e7\u00e3o\u201d, detalha a pesquisadora da APTA. \u201cEm ambos os casos, quanto mais jovens forem os carrapatos, maior a efici\u00eancia do carrapaticida.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para se ter certeza de qual esp\u00e9cie de parasita se trata e de qual o carrapaticida mais indicado, a pesquisadora diz que \u00e9 necess\u00e1rio enviar amostras de f\u00eameas ingurgitadas (fertilizadas pelos machos) para um laborat\u00f3rio habilitado, onde os carrapatos ser\u00e3o expostos a diversos carrapaticidas para se conhecer o mais eficiente. O Instituto Biol\u00f3gico (IB-APTA), tamb\u00e9m da Secretaria de Agricultura, oferece o servi\u00e7o de identifica\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie, bem como de an\u00e1lise de susceptibilidade a carrapaticidas (<a href=\"http:\/\/www.biologico.sp.gov.br\/page\/produtos-e-servicos\/exames\/exames-area-de-sanidade-animal\">saiba mais<\/a>). \u201cNa APTA Regional de Colina, tamb\u00e9m oferecemos recomenda\u00e7\u00f5es e esclarecimentos sobre a import\u00e2ncia e controle de carrapatos em atendimentos que fazemos a produtores, seja de forma presencial, ou virtual\u201d, finaliza Anita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contato para maiores informa\u00e7\u00f5es:\u00a0<a href=\"mailto:anita.schmidek@sp.gov.br\">anita.schmidek@sp.gov.br<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carrapatos podem trazer danos \u00e0 sa\u00fade de cavalos e potros e preju\u00edzo ao produtor rural 20\/05\/2021 Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o APTAequinoscarrapaticida Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente. Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente. Voc\u00ea [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-10107","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10107","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10107"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10107\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10107"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10107"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10107"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}