{"id":10015,"date":"2021-07-15T00:00:00","date_gmt":"2021-07-15T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/2021\/07\/15\/pesquisas-do-instituto-de-pesca-com-tubaroes-e-raias-em-cativeiro-trazem-mais-conhecimento-sobre-as-especies-e-contribuem-para-preservacao\/"},"modified":"2021-07-15T00:00:00","modified_gmt":"2021-07-15T03:00:00","slug":"pesquisas-do-instituto-de-pesca-com-tubaroes-e-raias-em-cativeiro-trazem-mais-conhecimento-sobre-as-especies-e-contribuem-para-preservacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/2021\/07\/15\/pesquisas-do-instituto-de-pesca-com-tubaroes-e-raias-em-cativeiro-trazem-mais-conhecimento-sobre-as-especies-e-contribuem-para-preservacao\/","title":{"rendered":"Pesquisas do Instituto de Pesca com tubar\u00f5es e raias em cativeiro trazem mais conhecimento sobre as esp\u00e9cies e contribuem para preserva\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"blog margin-bottom-40\">\n<h2>Pesquisas do Instituto de Pesca com tubar\u00f5es e raias em cativeiro trazem mais conhecimento sobre as esp\u00e9cies e contribuem para preserva\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<div class=\"blog-post-tags\">\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-info\">\n<li><i class=\"fa fa-calendar\"><\/i> 15\/07\/2021<\/li>\n<li><i class=\"fa fa-pencil\"><\/i> Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-tags\">\n<li>\n<i class=\"fa fa-tags\"><\/i><br \/>\n<a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=animais vivos\">animais vivos<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=elasmobr\u00e2nquios\">elasmobr\u00e2nquios<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=aqu\u00e1rios\">aqu\u00e1rios<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=ocean\u00e1rios\">ocean\u00e1rios<\/a> <\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-info\">\n<li style=\"float: left;\">\n<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<div class=\"fb-share-button\" data-layout=\"button_count\" data-mobile_iframe=\"true\" data-size=\"large\"><\/div>\n<p><noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<li><a class=\"twitter-share-button\" data-lang=\"en\"><\/a><br \/>\n<noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<li>\n<div class=\"g-plus\" data-action=\"share\" data-annotation=\"bubble\"><\/div>\n<p><noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<div class=\"blog-img\">\n<img decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"img-responsive center-block\" src=\"\/portal\/themes\/unify\/img\/noticias\/13386-tubaraoaquario.-0p6.jpg\"\/>\n<\/div>\n<p><p style=\"text-align: center;\">Manuten\u00e7\u00e3o de animais vivos em aqu\u00e1rios legalizados permite a realiza\u00e7\u00e3o de pesquisas que n\u00e3o seriam poss\u00edveis em outros contextos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de S\u00e3o Paulo, desenvolve projetos de pesquisa junto a aqu\u00e1rios e ocean\u00e1rios que mant\u00eam tubar\u00f5es e raias em seus recintos. A possibilidade de se trabalhar com os animais vivos abre espa\u00e7o para se aprender e entender as caracter\u00edsticas fisiol\u00f3gicas e comportamentais de cada esp\u00e9cie, levando ao aprimoramento dos ambientes e sistemas de suporte a vida em que s\u00e3o mantidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNo panorama geral, a maior parte da pesquisa com elasmobr\u00e2nquios (tubar\u00f5es, raias e quimeras) existente se apoia em animais mortos ou partes deles\u201d, diz o pesquisador do IP Ven\u00e2ncio Guedes de Azevedo, explicando que se tratam de indiv\u00edduos capturados pela atividade pesqueira ou pertencentes a cole\u00e7\u00f5es de universidades. Apesar de muito importante, conta o especialista, este modo de pesquisa apresenta limita\u00e7\u00f5es. \u201cTendo trabalhado um bom tempo apenas com animais j\u00e1 sem vida, vi a oportunidade de estud\u00e1-los em cativeiro (ou ex-situ). Nesse cen\u00e1rio, voc\u00ea tem praticamente um laborat\u00f3rio para trabalhar com eles, podendo replicar experimentos, inclusive com o mesmo plantel, e ter boa acur\u00e1cia de seus resultados\u201d, pontua Azevedo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o pesquisador do IP, dentre as possibilidades de pesquisa com animais ex-situ, destaca-se a reprodu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies. \u201cH\u00e1 casos bem interessantes em que foi poss\u00edvel fazer a reprodu\u00e7\u00e3o desses animais em cativeiro &#8211; algo que, por anos, parte dos cientistas da \u00e1rea considerava imposs\u00edvel\u201d, ressalta o especialista. Ele cita o exemplo de um casal de raias ticonha (Rhinoptera bonasus) que acompanhou por 22 anos em um aqu\u00e1rio de SP, tendo se reproduzido por 4 vezes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em um outro projeto lembrado por Azevedo, o IP desenvolveu um estudo sobre anest\u00e9sicos adequados para o manejo de elasmobr\u00e2nquios. \u201cAnalisamos qual seria o tipo e a dosagem ideal em fun\u00e7\u00e3o do peso do animal e qual a janela de tempo que existiria para podermos trabalhar com seguran\u00e7a tanto para o animal quanto para o pesquisador\u201d, informa o especialista. Como explica, esse tipo de conhecimento \u00e9 crucial para a retirada de amostras e realiza\u00e7\u00e3o de estudos sangu\u00edneos, sorol\u00f3gicos, entre outros, que trazem informa\u00e7\u00f5es \u00fateis &#8211; e por vezes in\u00e9ditas &#8211; sobre essas esp\u00e9cies. \u201cPor exemplo, para saber se o animal est\u00e1 an\u00eamico \u00e9 preciso que exista uma s\u00e9rie de estudos sangu\u00edneos que digam qual \u00e9 o padr\u00e3o para aquela esp\u00e9cie em particular\u201d, elucida o pesquisador do IP. \u201c\u00c9 uma importante ferramenta, inclusive para que esses empreendimentos possam cuidar cada vez melhor desses animais\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vivendo com qualidade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo conta Azevedo, pode existir certa discord\u00e2ncia, tanto entre especialistas quanto no p\u00fablico geral, sobre a manuten\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o de pesquisas com tubar\u00f5es e raias em cativeiros. Conforme pondera, entretanto, a presen\u00e7a desses animais serve como ferramenta educativa para valoriz\u00e1-los e salientar sua import\u00e2ncia na natureza. Dessa forma, os estudos s\u00e3o necess\u00e1rios principalmente para melhorar a qualidade de vida dos indiv\u00edduos sob cuidados humanos. \u201cSe existem leis no pa\u00eds que permitam a exist\u00eancia de aqu\u00e1rios e ocean\u00e1rios, certamente v\u00e3o existir elasmobr\u00e2nquios nesses empreendimentos. J\u00e1 que estes animais v\u00e3o estar l\u00e1, que possamos estud\u00e1-los e aprender mais sobre sua biologia, fisiologia e, com isso, aprender a melhorar o pr\u00f3prio sistema de suporte de vida deles nesses ambientes\u201d, defende Azevedo. \u201cIsto n\u00e3o deixa de ser uma a\u00e7\u00e3o de conserva\u00e7\u00e3o, visto que a longa perman\u00eancia destes animais em regime ex-situ, assim como ocasionais reprodu\u00e7\u00f5es, fazem com que esse plantel esteja est\u00e1vel, n\u00e3o tendo a necessidade de captura em ambiente natural para realizar a reposi\u00e7\u00e3o\u201d, complementa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele conta que se uniu a diversos outros especialistas que estudam o tema para constru\u00edrem uma rede de colabora\u00e7\u00e3o entre os empreendimentos que mant\u00e9m elasmobr\u00e2nquios sob seus cuidados. A partir desses esfor\u00e7os, empreenderam o ambicioso projeto de estabelecer um censo de raias e tubar\u00f5es mantidos em aqu\u00e1rios no Brasil. Uma primeira vers\u00e3o foi divulgada \u00e0 comunidade cient\u00edfica entre 2016\/2017, sendo atualizada nos dois bi\u00eanios seguintes. \u201c\u00c9 muito interessante podermos saber o quanto, de qual esp\u00e9cie, de quais sexos temos\u201d, exalta o pesquisador do IP, pontuando que mesmo pa\u00edses europeus e os EUA n\u00e3o possuem levantamentos t\u00e3o precisos. \u201cApresentamos um trabalho em 2018 num congresso internacional e chamou muito a aten\u00e7\u00e3o de pesquisadores estrangeiros\u201d, relembra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como fruto dos bons resultados obtidos, a equipe passou a integrar o Censo Internacional de Elasmobr\u00e2nquios sob Cuidados Humanos, do qual Azevedo \u00e9 coordenador para a Am\u00e9rica do Sul. \u201c\u00c9 um ambiente de troca muito rico e voc\u00ea v\u00ea que uma s\u00e9rie de problemas de manejo dos animais que existem em um local tamb\u00e9m s\u00e3o encontrados em outros. As pessoas v\u00e3o conversando e levantando ideias sobre como lidar com estas quest\u00f5es\u201d, detalha. O especialista cita um caso recente em que se reuniu com pesquisadores da Argentina e Uruguai para tratar da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.tallerctaurus.com.ar\/home.php\">conserva\u00e7\u00e3o do tubar\u00e3o mangona<\/a>\u00a0(Carcharias taurus). \u201cAgora temos uma rede formada com o pessoal desses pa\u00edses para trocar experi\u00eancias e tamb\u00e9m melhorar as condi\u00e7\u00f5es de vida daqueles animais que est\u00e3o em cativeiro\u201d, comemora Azevedo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O especialista conta que, uma vez catalogados os exemplares existentes sob cuidados humanos, o pr\u00f3ximo passo \u00e9 a coleta de amostras e elabora\u00e7\u00e3o de um banco de informa\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas sobre eles. \u201cQueremos ter um banco de refer\u00eancia das esp\u00e9cies para podermos, primeiramente, ter certeza quanto \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o de cada animal e, depois, para sabermos, por exemplo, quais indiv\u00edduos est\u00e3o relacionados entre si, quais s\u00e3o da mesma linhagem\u201d, pormenoriza o pesquisador do IP. Outra possibilidade \u00e9 comparar amostras de animais de vida livre e de animais de cativeiro, com intuito de se descobrir a \u00e1rea de proveni\u00eancia destes. \u201cAs ferramentas gen\u00e9ticas tamb\u00e9m nos permitem avaliar se as condi\u00e7\u00f5es de vida do animal, em termos de sistema de suporte \u00e0 vida, s\u00e3o adequadas para a esp\u00e9cie\u201d, finaliza Azevedo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p>Por Gustavo Almeida<\/p>\n<p>Assessoria de Imprensa APTA<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisas do Instituto de Pesca com tubar\u00f5es e raias em cativeiro trazem mais conhecimento sobre as esp\u00e9cies e contribuem para preserva\u00e7\u00e3o 15\/07\/2021 Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o animais vivoselasmobr\u00e2nquiosaqu\u00e1riosocean\u00e1rios Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente. 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