{"id":9136,"date":"2023-04-12T11:00:00","date_gmt":"2023-04-12T14:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/apta-regional\/?p=9136"},"modified":"2025-07-22T15:26:08","modified_gmt":"2025-07-22T18:26:08","slug":"pesquisas-do-iac-e-da-apta-regional-auxiliam-na-reducao-de-prejuizos-causados-por-pragas-no-amendoim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/apta-regional\/2023\/04\/12\/pesquisas-do-iac-e-da-apta-regional-auxiliam-na-reducao-de-prejuizos-causados-por-pragas-no-amendoim\/","title":{"rendered":"Pesquisas do IAC e da APTA Regional auxiliam na redu\u00e7\u00e3o de preju\u00edzos causados por pragas no amendoim"},"content":{"rendered":"\n<p>Estudos do Instituto Agron\u00f4mico (IAC-APTA) e da APTA Regional mostram que \u00e9 poss\u00edvel reduzir em 30% os danos causados pelo percevejo-preto nas lavouras de amendoim. Essa mesma redu\u00e7\u00e3o foi observada na popula\u00e7\u00e3o desse inseto, que vive no solo e provoca perdas qualitativas ao agroneg\u00f3cio dessa oleaginosa, que tem S\u00e3o Paulo como o principal estado produtor e onde 80% das lavouras s\u00e3o instaladas com cultivares IAC.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses resultados foram obtidos com o uso de fontes de enxofre em aplica\u00e7\u00e3o foliar e na gessagem para redu\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o do inseto e, consequentemente, a diminui\u00e7\u00e3o de seus danos aos gr\u00e3os. \u201cA ideia \u00e9 usar esses recursos de forma integrada e avaliar se \u00e9 poss\u00edvel melhorar o controle dessa praga. Estamos fazendo isso tamb\u00e9m com tratamento de sementes com o uso do inseticida fipronil, que \u00e9 hoje uma das ferramentas que observamos para controlar esse inseto\u201d, explica Marcos Doniseti Michelotto, pesquisador do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de uma praga importante porque, embora n\u00e3o reduza a produtividade, afeta muito a qualidade do gr\u00e3o, que perde condi\u00e7\u00e3o de ser comercializado in natura. \u201cEsse dano \u00e9 descoberto na unidade de beneficiamento, principalmente quando o gr\u00e3o \u00e9 blancheado, ou seja, tem a pel\u00edcula retirada. Nesta fase do processamento, fica exposto o estrago causado pelo inseto, que se alimenta do gr\u00e3o ainda na vagem, no solo\u201d, explica. Neste caso, os gr\u00e3os danificados s\u00e3o destinados para fins que remuneram menos, como a produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo. As perdas s\u00e3o assumidas pelas beneficiadoras.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o cientista, o percevejo-preto \u00e9 a principal praga de solo em amendoim e sua ocorr\u00eancia tem aumentado nos \u00faltimos anos no estado de S\u00e3o Paulo. O crescimento populacional dessa praga se d\u00e1 a partir dos 90 dias ap\u00f3s a semeadura. Esse per\u00edodo coincide com a fase reprodutiva da cultura, refor\u00e7ando o preju\u00edzo na lavoura.<\/p>\n\n\n\n<p>Os experimentos do IAC e da APTA Regional est\u00e3o sendo realizados desde 2017, principalmente nos munic\u00edpios paulistas de Pindorama e Ribeir\u00e3o Preto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pragas-chaves do amendoim<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O amendoim possui algumas pragas-chaves, chamadas desta forma por ocorrerem em toda planta\u00e7\u00e3o dessa cultura. H\u00e1 aquelas que atacam a parte subterr\u00e2nea da planta e outras que incidem sobre sua estrutura a\u00e9rea. Uma das principais pragas da parte a\u00e9rea s\u00e3o os tripes e em amendoim h\u00e1 duas esp\u00e9cies: o tripes-do-prateamento e o tripes das flores. O primeiro \u00e9 um inseto que causa dano direto na lavoura por se alimentar dos fol\u00edculos jovens das plantas. \u201c\u00c0 medida que a planta vai emitindo novos fol\u00edolos, aqueles atacados se abrem e os danos s\u00e3o expostos e, desta forma, os sintomas de prateamento dos fol\u00edculos tornam-se vis\u00edveis. Esse ataque reduz o desenvolvimento vegetativo das plantas, diminuindo a \u00e1rea foliar e, consequentemente, a produ\u00e7\u00e3o de vagens\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando n\u00e3o controlado, o ataque do tripes abre portas para a verrugose, doen\u00e7a f\u00fangica que incide sobre a parte a\u00e9rea da planta. Dependendo da severidade da ocorr\u00eancia, a planta seca e tem perda de produtividade. \u201cO controle desse inseto \u00e9 feito com inseticida aplicado de forma regular ao longo do ciclo, podendo totalizar de sete a dez aplica\u00e7\u00f5es, encarecendo o custo de produ\u00e7\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, a boa not\u00edcia \u00e9 que h\u00e1 manejos que podem ser adotados, como o monitoramento do inseto. Ao monitor\u00e1-lo \u00e9 poss\u00edvel reduzir o n\u00famero de aplica\u00e7\u00f5es, que passam a ser feitas de acordo com a densidade populacional do inseto. No entanto, os produtores t\u00eam dificuldade de fazer esse monitoramento. \u201cComo eles j\u00e1 v\u00e3o fazer aplica\u00e7\u00f5es para o controle de doen\u00e7as, ent\u00e3o j\u00e1 fazem o controle de tripes de forma calendarizada. Como o controle da doen\u00e7a \u00e9 feito de forma preventiva, protetiva e calendarizada, na carona desses fungicidas, vai tamb\u00e9m inseticida desse tripes\u201d, comenta.<\/p>\n\n\n\n<p>A outra esp\u00e9cie, o tripes das flores, n\u00e3o causa dano direto na planta ao se alimentar dela, mas transmite doen\u00e7as causadas por v\u00edrus, chamadas de viroses. Nestes casos, a intensidade da ocorr\u00eancia oscila ano a ano, mas tamb\u00e9m s\u00e3o importantes para o amendoim.<\/p>\n\n\n\n<p>A regi\u00e3o da Alta Paulista, importante polo produtor de amendoim, tem tido a maior ocorr\u00eancia dessa virose desde 2014. \u201cOs inseticidas, embora controlem os tripes, n\u00e3o t\u00eam efic\u00e1cia para reduzir a incid\u00eancia da doen\u00e7a. Neste caso, recomendamos o plantio de cultivares mais tolerantes, como a IAC 503, IAC 505 e IAC OL5, e evitar o plantio tardio de cultivares mais suscet\u00edveis, como a IAC OL3 e Granoleico\u201d, recomenda.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o controle da virose deve ser baseado no uso integrado de m\u00e9todos. Os pesquisadores do IAC recomendam o uso de variedades mais tolerantes e o plantio com maior estande de plantas, em linha dupla e na palha.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Michelotto, a equipe conduz tamb\u00e9m estudos que mostram a diminui\u00e7\u00e3o da incid\u00eancia do tripes e da virose quando o amendoim \u00e9 semeado diretamente na palhada. \u201cNo caso do tripes, a redu\u00e7\u00e3o \u00e9 observada nos primeiros 30 a 40 dias ap\u00f3s a semeadura. Mas em termos de percentual de redu\u00e7\u00e3o de plantas com v\u00edrus, observou-se at\u00e9 50%\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, ainda s\u00e3o poucos os produtores que adotam a t\u00e9cnica do plantio direto na palha, que consiste em instalar a lavoura sobre a palhada seca da cultura anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Outras linhas de pesquisas est\u00e3o em andamento. \u201cTemos experimentos com uso de produtos biol\u00f3gicos para controle de controle de percevejo, tripes e de doen\u00e7as f\u00fangicas foliares. Esses trabalhos est\u00e3o sendo conduzidos em parcerias com o setor privado e com Instituto Biol\u00f3gico\u201d, finaliza.<\/p>\n\n\n\n<p>Por Carla Gomes (MTb 28156) \u2013 Assessora de comunica\u00e7\u00e3o e imprensa IAC<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudos do Instituto Agron\u00f4mico (IAC-APTA) e da APTA Regional mostram que \u00e9 poss\u00edvel reduzir em 30% os danos causados pelo percevejo-preto nas lavouras de amendoim. Essa mesma redu\u00e7\u00e3o foi observada na popula\u00e7\u00e3o desse inseto, que vive no solo e provoca perdas qualitativas ao agroneg\u00f3cio dessa oleaginosa, que tem S\u00e3o Paulo como o principal estado produtor [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":9137,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-9136","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/apta-regional\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9136","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/apta-regional\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/apta-regional\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/apta-regional\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/apta-regional\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9136"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/apta-regional\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9136\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9138,"href":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/apta-regional\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9136\/revisions\/9138"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/apta-regional\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9137"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/apta-regional\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9136"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/apta-regional\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9136"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/apta-regional\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9136"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}