{"id":9036,"date":"2023-09-22T19:55:00","date_gmt":"2023-09-22T22:55:00","guid":{"rendered":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/apta-regional\/?p=9036"},"modified":"2025-07-22T14:49:41","modified_gmt":"2025-07-22T17:49:41","slug":"banana-fruta-mais-consumida-no-mundo-e-a-protagonista-no-dia-de-hoje","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/apta-regional\/2023\/09\/22\/banana-fruta-mais-consumida-no-mundo-e-a-protagonista-no-dia-de-hoje\/","title":{"rendered":"Banana, fruta mais consumida no mundo \u00e9 a protagonista no dia de hoje"},"content":{"rendered":"\n<p>Apta Regional de Pariquera-A\u00e7\u00fa desenvolve pesquisas para bananicultura\u00a0 mais sustent\u00e1veis e resistentes<br><br>Hoje, 22 de setembro, \u00e9 o dia mundial da fruta mais consumida no Brasil e no mundo: a banana. A data marca a import\u00e2ncia desse alimento t\u00e3o nutritivo e de grande relev\u00e2ncia para o cen\u00e1rio econ\u00f4mico, principalmente para o agroneg\u00f3cio paulista, j\u00e1 que o Estado de S\u00e3o Paulo \u00e9 o grande produtor brasileiro com 26% da produ\u00e7\u00e3o total do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo levantamento do Instituto de Economia Agr\u00edcola (IEA \u2013 APTA), a expectativa da safra 2022\/23 \u00e9 superior a um milh\u00e3o de toneladas, com uma \u00e1rea plantada de 1,9 mil hectares no estado. O Vale do Ribeira \u00e9 considerado o maior polo produtor de banana de S\u00e3o Paulo e as principais variedades s\u00e3o: prata, nanica, ma\u00e7\u00e3, ouro e terra.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil \u00e9 o quarto maior produtor mundial, ficando atr\u00e1s somente de \u00cdndia, China e Indon\u00e9sia. De acordo com os dados do IBGE, a safra 2021\/22 foi de cerca de 7 milh\u00f5es de toneladas, em uma \u00e1rea de 453.273 hectares. Um mercado que movimenta mais de R$ 13,8 bilh\u00f5es por ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Parte dessa produ\u00e7\u00e3o \u00e9 destinada ao mercado externo. Segundo a Secretaria de Com\u00e9rcio Exterior&nbsp;(Secex), no ano passado, foram embarcadas 83 mil toneladas, com receita de U$S 37 milh\u00f5es. Os maiores importadores s\u00e3o a Uni\u00e3o Europeia e os pa\u00edses do Mercosul.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pesquisa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para incentivar e desenvolver ainda mais o setor, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de S\u00e3o Paulo (SAA) contribui fortemente com diversas a\u00e7\u00f5es que englobam desde estudos de melhoramento gen\u00e9tico na produ\u00e7\u00e3o \u00e0 medidas fitossanit\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Pesquisas desenvolvidas pela APTA mostram que \u00e9 poss\u00edvel elevar a produtividade dos bananais ao utilizar t\u00e9cnicas corretas de manejo da cultura. De acordo com Erval Rafael Damatto Junior, pesquisador e diretor da APTA Regional de Pariquera-A\u00e7u, a m\u00e9dia de produtividade nacional \u00e9 de 14 toneladas por hectare. \u201cNo Vale do Ribeira, a m\u00e9dia \u00e9 maior, de 22 toneladas por hectare. Por\u00e9m, a partir das nossas pesquisas, verificamos que \u00e9 poss\u00edvel mais que dobrar essa produtividade com o uso de t\u00e9cnicas corretas de manejo do solo e nutri\u00e7\u00e3o de plantas. Tivemos experimentos que alcan\u00e7aram at\u00e9 65 toneladas por hectare\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Em maio deste ano, a SAA publicou no Di\u00e1rio Oficial, uma resolu\u00e7\u00e3o que estabelece a cria\u00e7\u00e3o do Programa Estadual de Fitossanidade da Cultura da Banana. \u201cCom essa norma, defendemos a sustentabilidade fitossanit\u00e1ria no Estado de S\u00e3o Paulo, al\u00e9m de definirmos com mais clareza as a\u00e7\u00f5es de defesa sanit\u00e1ria voltadas \u00e0 cultura\u201d, explica Alexandre Paloschi, engenheiro agr\u00f4nomo e diretor do Departamento de Defesa Sanit\u00e1ria e Inspe\u00e7\u00e3o Vegetal (DDSIV).<\/p>\n\n\n\n<p>O programa prev\u00ea ainda o cadastro de todas as unidades de produ\u00e7\u00e3o comerciais de banana do Estado, objetivando a redu\u00e7\u00e3o da dissemina\u00e7\u00e3o das pragas quarenten\u00e1rias presentes; a preven\u00e7\u00e3o da entrada de pragas ausentes; minimizar danos econ\u00f4micos na cultura por meio de medidas de conting\u00eancia de pragas ausentes e estabelecer protocolos e normas complementares, visando garantir a rastreabilidade e a qualidade do produto final.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o secret\u00e1rio de Agricultura, Antonio Junqueira, a bananicultura \u00e9 um setor do agro que merece aten\u00e7\u00e3o redobrada. \u201cIntegramos o trabalho de nossas coordenadorias com a pesquisa de nossos institutos. Nosso foco \u00e9 melhorar a rentabilidade do produtor paulista com incentivo \u00e0s boas pr\u00e1ticas, desde o manejo do solo at\u00e9 a comercializa\u00e7\u00e3o do produto\u201d, acrescenta Junqueira.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bananeira sustent\u00e1vel e resistente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No Vale do Ribeira, a Secretaria de Agricultura, por meio da Apta Regional de Pariquera-A\u00e7\u00fa, est\u00e1 com estudo sobre o uso de composto org\u00e2nico no cultivo de bananeiras e a sele\u00e7\u00e3o de novas cultivares com resist\u00eancia a Fusariose de bananeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o pesquisador Edson Nomura, o projeto avalia os efeitos de doses de composto org\u00e2nico no cultivo de bananeiras, visando \u00e0 sa\u00fade do solo com o equil\u00edbrio do uso de fertilizantes qu\u00edmicos e org\u00e2nicos. \u201c\u00c9 uma avalia\u00e7\u00e3o in\u00e9dita das atividades enzim\u00e1ticas dos microrganismos e da atua\u00e7\u00e3o no solo com o uso do composto.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O diferencial deste estudo \u00e9 aliar os benef\u00edcios do uso de fertilizantes qu\u00edmicos e org\u00e2nicos para o cultivo sustent\u00e1vel de bananeiras. \u201cEste estudo pode influenciar no aumento e estabilidade da produ\u00e7\u00e3o, visto que est\u00e1 se trabalhando com a sa\u00fade do solo, mantendo em equil\u00edbrio\u201d, afirma Nomura.<\/p>\n\n\n\n<p>O produtor tem uma enorme vantagem com o uso de compostos org\u00e2nicos, garantindo uma produtividade mais est\u00e1vel e duradoura e diminuindo a depend\u00eancia de insumos externos como fertilizantes minerais e irriga\u00e7\u00e3o. O uso constante do composto org\u00e2nico pode reduzir o uso de fertilizantes qu\u00edmicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra relevante pesquisa em andamento para a regi\u00e3o do Vale \u00e9 a sele\u00e7\u00e3o de novas cultivares com resist\u00eancia a Fusariose de bananeira. Para isso, est\u00e1 em avalia\u00e7\u00e3o o desenvolvimento, a produ\u00e7\u00e3o e a p\u00f3s-colheita de bananeiras somaclonais do subgrupo Cavendish [conhecida como&nbsp;banana nanica ou banana d&#8217;\u00e1gua no Brasil], nas condi\u00e7\u00f5es edafoclim\u00e1ticas da regi\u00e3o do Vale do Ribeira.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO estudo pode influenciar no aumento da produ\u00e7\u00e3o, com menor n\u00famero de perdas de plantas atacadas com a doen\u00e7a, diminuindo o custo de produ\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de menor uso de agroqu\u00edmicos\u201d, explica Nomura.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apta Regional de Pariquera-A\u00e7\u00fa desenvolve pesquisas para bananicultura\u00a0 mais sustent\u00e1veis e resistentes Hoje, 22 de setembro, \u00e9 o dia mundial da fruta mais consumida no Brasil e no mundo: a banana. 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