{"id":8855,"date":"2025-02-12T19:10:00","date_gmt":"2025-02-12T22:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/apta-regional\/?p=8855"},"modified":"2025-07-22T10:46:17","modified_gmt":"2025-07-22T13:46:17","slug":"institutos-de-pesquisas-ligados-a-secretaria-de-agricultura-de-sp-apoiam-jovens-cientistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/apta-regional\/2025\/02\/12\/institutos-de-pesquisas-ligados-a-secretaria-de-agricultura-de-sp-apoiam-jovens-cientistas\/","title":{"rendered":"Institutos de pesquisas ligados \u00e0 Secretaria de Agricultura de SP apoiam jovens cientistas"},"content":{"rendered":"\n<p>Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ci\u00eancia: representatividade de jovens meninas t\u00eam crescido, mas ainda existe um longo caminho para equidade na \u00e1rea.<br><br>Nos \u00faltimos 20 anos a participa\u00e7\u00e3o feminina como autoras de publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas cresceu 29% no Brasil, colocando o Pa\u00eds na terceira posi\u00e7\u00e3o mundial de participa\u00e7\u00e3o de mulheres cientistas, ficando atr\u00e1s apenas de Argentina e Portugal.&nbsp; Os dados constam no relat\u00f3rio da Elsevier-Bori, que tamb\u00e9m mostrou que a representatividade feminina em produ\u00e7\u00f5es cient\u00edficas \u00e9 mais frequente entre as jovens. No entanto, apesar dos dados animadores, ainda existe um longo caminho a ser percorrido, para que exista uma equidade no setor.<\/p>\n\n\n\n<p>Incentivar o ingresso de meninas na ci\u00eancia, divulgar trabalhos realizados por profissionais mulheres e criar pol\u00edticas p\u00fablicas que viabilizem a participa\u00e7\u00e3o delas na \u00e1rea s\u00e3o algumas das alternativas para contribuir para a maior inser\u00e7\u00e3o do g\u00eanero feminino.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisadora cient\u00edfica da Apta Regional de Bauru, ligada \u00e0 Secretaria de Agricultura e Abastecimento, Anelisa de Aquino, 44 anos, ressalta que \u00e9 muito importante ter refer\u00eancias femininas. Ela conta que a sua maior inspira\u00e7\u00e3o foi a Dra. M\u00f4nica Ferreira de Abreu, respons\u00e1vel pelo Laborat\u00f3rio de An\u00e1lises de Solos do Instituto de Agronomia (IAC-Apta). \u201cEla mostrou para mim que \u00e9 poss\u00edvel uma mulher ocupar uma posi\u00e7\u00e3o dentro da pesquisa cient\u00edfica. \u00c9 uma grande fonte de inspira\u00e7\u00e3o para a minha trajet\u00f3ria\u201d, explica Anelisa.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisadora, que \u00e9 formada em agronomia, relata que sempre foi apaixonada pela ci\u00eancia e adorava quando, no ensino b\u00e1sico escolar, tinha a oportunidade de estar no laborat\u00f3rio fazendo descobertas. Mas foi na faculdade, que uma professora indicou o caminho a seguir. \u201cTive uma professora que, em sua disciplina, apresentava ensaios cient\u00edficos e materiais sobre fisiologia das plantas, o que me incentivou a seguir por esse caminho\u201d, relembra. \u201cFiz o mesmo ainda quando era estagi\u00e1ria e serviu para eu batalhar e construir a carreira que tenho hoje\u201d, conclui a engenheira agr\u00f4noma.<\/p>\n\n\n\n<p>E assim como Anelisa teve como Inspira\u00e7\u00e3o uma pesquisadora do IAC, Laura Roncaglia, de 21 anos, graduada em ci\u00eancias biol\u00f3gicas, teve o instituto como fonte de estudo em duas inicia\u00e7\u00f5es cient\u00edficas: uma sobre o caf\u00e9 especial do IAC e a outra sobre a maca\u00faba &#8211; palmeira nativa da Am\u00e9rica Latina, que pode ser encontrada em quase todo o Brasil. \u201cNo IAC tive contato com orientadores e com os meus objetos de estudo e, ainda, dei in\u00edcio a um est\u00e1gio, onde tive a oportunidade de assistir aulas de p\u00f3s gradua\u00e7\u00e3o e adquirir mais conhecimento sobre as t\u00e9cnicas que estava usando\u201d, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a jovem cientista, atualmente mestranda no projeto sobre Genoma completo em tr\u00eas esp\u00e9cies de maca\u00faba, orientada pela pesquisadora Maria Zucchi da Apta Regional de Piracicaba, os institutos da Apta foram de extrema import\u00e2ncia em sua forma\u00e7\u00e3o. Ela conta que durante a sua vida acad\u00eamica participou de alguns congressos interinstitucionais de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e em um deles estavam presentes os Institutos de Pesca, de Tecnologia dos Alimentos, Biol\u00f3gico e Agron\u00f4mico. \u201c\u00c9 muito importante esses espa\u00e7os para fazer networking, ter contato com orientadores e ainda aumentar a gama de conhecimento\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, apesar de toda bagagem adquirida ao longo dos anos, Laura relata que ainda existe preconceito acerca da participa\u00e7\u00e3o feminina nas ci\u00eancias. \u201cMuitos pesquisadores homens n\u00e3o acreditam que as mulheres podem fazer a mesma coisa que eles\u201d, conta. Mas, ela n\u00e3o se intimida: \u201cuma coisa que eu sempre digo \u00e9 para as mulheres n\u00e3o abaixarem a cabe\u00e7a e acreditarem no seu potencial. Se voc\u00ea est\u00e1 neste local, \u00e9 porque voc\u00ea \u00e9 capaz\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p>Laura refor\u00e7a ainda que \u00e9 preciso romper paradigmas, pois existe muita competitividade, tanto feminina quanto masculina. No entanto, a jovem acredita que se voc\u00ea tem um sonho, \u00e9 preciso batalhar por ele, mesmo que haja percal\u00e7os no caminho. \u201cTeve um momento na minha vida que me marcou muito. Uma pessoa que era muito importante para mim na \u00e1rea acad\u00eamica disse para eu desistir. Mas, eu n\u00e3o podia desistir do meu sonho. Ent\u00e3o, segui em frente e digo isso para outras mulheres tamb\u00e9m. N\u00e3o desista, siga em frente\u201d, enfatiza Roncaglia.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ci\u00eancia: representatividade de jovens meninas t\u00eam crescido, mas ainda existe um longo caminho para equidade na \u00e1rea. 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