Secretaria de Agricultura cria Grupo de Trabalho para acompanhar estudos visando o controle da mosca-dos-estábulos

Postado em: 25/08/2016 ás 16:55 | Por: Leonardo

 

O inseto se alimenta do sangue dos animais, é responsável pela transmissão de doenças ao rebanho e tem se tornado mais frequente onde há acúmulo da vinhaça da cana-de-açúcarPara realizar novos estudos e propor soluções para intensificar o controle da mosca-dos-estábulos (Stomoxys calcitrans) nas propriedades rurais paulistas , a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo criou, no dia 18 de agosto de 2016, um Grupo de Trabalho composto por pesquisadores dos institutos Biológico (IB) e de Economia Agrícola (IEA), ligados à Agência Pasulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) e técnicos das coordenadorias de Assistência Técnica Integral (Cati) e de Defesa Agropecuária (CDA), dando continuidade ao trabalho iniciado em 2015. Esse GT também será responsável por desenvolver ações de capacitação e difusão de conhecimento junto a entidades públicas, privadas e produtores rurais.

Nos últimos três anos, foram registrados surtos em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás. Em São Paulo, a região Oeste tem sido a mais afetada.

Os primeiros resultados do estudo realizado pela Secretaria de Agricultura estão reunidos em um relatório, cuja conclusão indica forte relação entre o crescimento desordenado da mosca-dos-estábulos e a distribuição, nas usinas de cana-de-açúcar, da vinhaça (resíduo da destilação do caldo fermentado durante a produção de álcool, utilizado como fertilizante) que, quando misturada à palha da cana, se constitui em ambiente propício para o desenvolvimento e multiplicação dos insetos, o que causa grande prejuízo aos criadores de gado de corte e leite.

Os responsáveis pelo relatório afirmam que não existe, até o momento, solução técnica definitiva para o problema, sendo necessário alertar para a importância de adotar ações para minimizar o problema, apresentando sugestões de adequação da legislação. Essas informações estão sendo disseminadas em encontros entre produtores rurais, extensionistas e técnicos da Defesa Agropecuária da Pasta. As próximas reuniões estão programadas para os dias 2, 15 e 16 de setembro, em Lençóis Paulista, São José do Rio Preto e Ourinhos, respectivamente.

“Os nossos técnicos apresentaram um documento bastante consistente. Mas, pesquisador é assim, não aceita um não como resposta. Se não existe solução definitiva para o problema, eles vão se debruçar sobre ele até encontrar uma. É nisso que esse Grupo de Trabalho está empenhado”, afirmou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim. Ele destacou ainda a importância de promover o debate e transmitir as orientações a todos os elos da cadeia, ressaltando que a aproximação entre a pesquisa e o setor produtivo é uma das diretrizes determinadas pelo governador Geraldo Alckmin à Pasta.

O dirigente da Assessoria Técnica da Pasta, José Luiz Fontes, salienta que a busca por uma solução definitiva pode demorar alguns anos. Mas, o problema exige uma ação imediata. Por isso, os membros do GT devem se dedicar, igualmente, ao trabalho de sensibilização de todos os elementos envolvidos. “No período em que não há a distribuição de vinhaça, a mosca continua a existir e se reproduzir ao redor dos estábulos. Resíduos de ração, silagem e feno, por exemplo, quando se misturam com os dejetos animais, são um excelente ambiente para o seu desenvolvimento nas propriedades pecuárias, provocando a reinfestação dos rebanhos. Então, tanto  usineiros quanto pecuaristas têm que trabalhar juntos para resolver o problema”, afirmou.

Para o coordenador da CDA, Fernando Gomes Buchala, estratégias de controle e prevenção devem ser direcionadas para a eliminação dos locais de criação da mosca e ser incorporadas na rotina das fazendas e usinas. O manejo sanitário nas propriedades pecuárias é fundamental ao controle da mosca. A destinação adequada dos resíduos alimentares e dejetos animais, o controle de vazamentos e a drenagem do terreno para evitar empoçamentos próximos aos cochos são medidas de baixo custo e contribuirão significativamente na redução da população da mosca-dos-estábulos.

O GT, coordenado por Fernanda Calvo Duarte, pesquisadora do Instituto Biológico, é composto pelos seguintes membros: pela Apta, Edna Clara Tucci e José Eduardo Marcondes Almeida, também do IB, e Kátia Nachiluk e Rejane Cecília Ramos, do IEA; Ricardo Ferrari Silva, Paulo Henrique Selbmann Sampaio, Luiz Henrique Barrochelo e Rita Coelho Gonçalves, da CDA e Cláudio Menezes e Sidney Ezídio Martins, da Cati. O prazo para apresentação dos resultados é de 150 dias.

Comum em todo o País, a mosca se alimenta, principalmente, do sangue de equinos e bovinos. Embora ataque outros animais de criação, os bovinos são os mais afetados, podendo apresentar perdas de 10% a 30% no ganho de peso e redução de até 50% na produção leiteira. Estudos desenvolvidos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), divisão de Gado de Corte, estimam que, no Brasil, os prejuízos causados pelo inseto podem chegar a US$ 350 milhões anualmente.

Por: Nara Guimarães

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