Levantamento da Secretaria de Agricultura indica onde há alimentos orgânicos mais baratos nas feiras e mercados da capital paulista

Postado em: 25/08/2016 ás 11:40 | Por: Leonardo

Um levantamento de preços realizado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro), com 63 alimentos orgânicos em feiras, mercados e sites especializados na capital paulista, detectou que 25 produtos, o equivalente a 40% do total, tiveram uma redução significativa de preços nos últimos quinze dias.

Com o levantamento, realizado em parceria com a Associação de Agricultura Orgânica (AAO), é possível detectar, por exemplo, que o quilo da batata doce está mais barato em feiras, custando em média, R$ 8. Já o abacaxi pérola e a manga Palmer são vendidos, em média, a R$ 8,99 e R$12,59 nos supermercados, respectivamente. Já nos sites de produtos orgânicos, as principais ofertas são o limão tahiti, com valor médio de R$ 5,47 e a abobrinha italiana, que sai por cerca de R$ 5,75.

Para concluir o trabalho, foram pesquisados produtos nas feiras orgânicas do Jabaquara, Mooca, Parque Ceret, Parque da Água Branca e Shopping Villa Lobos, além de quatro supermercados e três sites de vendas durante a primeira quinzena de agosto. Nas feiras, destacam-se os preços da vagem macarrão, que teve queda de 25,22%; do maço de mostarda (25%) e do jiló (11,11%).

Arte: CodeagroJá nos sites especializados, o consumidor paulistano pagou 3,21% a menos no abacate e 3,03% na cebolinha do que na segunda quinzena de julho. No supermercado, o abacate manteiga saiu por 17,03% a menos do que no período anterior; enquanto as alfaces crespa e lisa registraram uma redução de 12,67% e 11,32% nos valores, respectivamente

O levantamento também constatou que nas feiras, apenas 16 produtos tiveram aumento de preço, como a cenoura (21,79%), a beterraba (12,63%), a mandioquinha (6,94%) e a maçã gala (5,66%). As famílias paulistanas pagaram mais pela cenoura (27,74%) adquirida nas compras por sites e no rabanete (46,80%), brócolis 42,54% e na batata doce (30,56%) comprados no supermercado.

De acordo com Carlos Eduardo Batista Fernandes, da Codeagro, o trabalho realizado pela Secretaria tem o objetivo de divulgar a oferta e popularizar o consumo dos produtos orgânicos. “Queremos mostrar ao consumidor que os preços desses alimentos muitas vezes não são tão elevados e indicar as opções para adquiri-los, por exemplo, diretamente dos produtores nas feiras”, explicou.

 
O levantamento completo, divulgado quinzenalmente, pode ser acessado no site da Codeagro.

 
Plataforma colaborativa

Além da parceria com a Associação de Agricultura Orgânica, o levantamento de preços dos produtos orgânicos da Codeagro tem recebido apoio dos adeptos da alimentação orgânica, como é o caso de Cristina Melati Kuvasney, moradora de Birigui, que busca incluir os orgânicos na alimentação de sua família. “Incentivar esse consumo é uma maneira de trazer mais saúde à população. São alimentos com um valor um pouco maior do que os convencionais, que utilizam defensivos, mas é um investimento a longo prazo para a saúde”, contou Cristina, que envia fotos das gôndolas com os preços dos produtos orgânicos comercializados na sua cidade para contribuir com o trabalho da Secretaria.

Mãe de dois adolescentes de 14 e 18 anos, ela notou que esse tipo de alimentação tem diminuído o risco de doenças, como a dengue. “Sempre incluo legumes orgânicos como inhame, beterraba e cenoura para engrossar o caldo do feijão e acho que a nossa alimentação tem contribuído muito para nossa saúde”, disse. “Precisamos incentivar iniciativas como este levantamento. Quem sabe São Paulo não se torne o primeiro Estado a comercializar apenas produtos orgânicos no País?”, indagou Cristina, que faz cursos sobre o assunto e sonha em aumentar o número de hortas orgânicas na sua região.

“Queremos que este trabalho receba apoio de pessoas que contribuam para ampliarmos a nossa base de pesquisas no Estado”, afirmou Carlos Fernandes, da Codeagro. “Os produtos orgânicos vieram para ficar, é um mercado cada vez mais crescente”, complementou.

Para o secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, o levantamento possibilita ao consumidor pesquisar e comparar os preços dos orgânicos, com a oportunidade de ter acesso a produtos saudáveis e de acordo com o seu orçamento. “Ao incentivar a compra nas feiras orgânicas, estamos reduzindo os custos e ampliando a possibilidade de ganho dos agricultores. Ao zelar pela saudabilidade dos alimentos e apoiar o produtor estamos seguindo as determinações do governador Geraldo Alckmin”, disse o titular da Pasta.

Por: Paloma Minke
Foto: Hélio Filho


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