Geraldo Alckmin afirma que o setor sucroenergético contribui para o desenvolvimento econômico, social e ambiental, na Fenasucro 2016

Postado em: 24/08/2016 ás 16:06 | Por: Hélio Filho

Governador do Estado foi acompanhado pelo secretário de Agricultura e Abastecimento Arnaldo JardimO setor sucroenergético é uma cadeia produtiva completa, pois contribui para o desenvolvimento econômico, social e sustentável. A afirmação é do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, durante a abertura da 24ª Feira Internacional de Tecnologia Sucroenergética, a Fenasucro & Agrocana 2016, em Sertãozinho, no dia 23 de agosto de 2016.

Alckmin ressaltou que o Estado de São Paulo é o maior consumidor e produtor de açúcar e etanol do País. “A história de São Paulo se confunde com a da cultura da cana-de-açúcar. Dois terços da produção de açúcar, e mais da metade do etanol produzido no Brasil são paulistas. Isso se deve aos esforços de toda cadeia produtiva”, comentou.

O governador explicou que o Estado tem o menor ICMS para a venda do etanol hidratado do Brasil, de 12%, além de oferecer isenção fiscal para o retrofit de caldeiras e turbinas para incentivar a cogeração, simplificando a cadeia tributária do setor.

O segmento também contribui para ser a vanguarda da economia verde. O Estado de São Paulo tem potencial para ser líder na geração de bioenergia (ou biomassa) a partir do bagaço e da palha da cana-de-açúcar. No Brasil, cerca de 80% da bioenergia é originada de resíduos da cana-de-açúcar, o que garante autossuficiência energética das usinas durante o período de safra. “Precisamos converter os desafios em oportunidades. Temos capacidade de sermos referência em energia limpa”, disse Alckmin.

"Estamos falando de um segmento formidável", disse o secretário se referindo a cadeia produtiva da cana-de-açúcarA pujança do setor também foi destacada pelo secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado, Arnaldo Jardim. Ele comparou a cadeia produtiva a ave mitológica fênix, por causa da sua capacidade de se recuperar, mesmo diante a crise econômica do País. “Estamos falando de um segmento formidável, capaz de crescer com inovação e tecnologia, como é o caso da cana, que pode ser cortada várias vezes antes de ser replantada”, disse.

“O setor sucroalcooleiro evolui permanentemente, com melhoramento genético, novas tecnologias de plantio e manejo do solo, aperfeiçoamento dos tratos culturais e evolução da colheita”, complementou o titular da Pasta.

Arnaldo Jardim lembrou que a Secretaria de Agricultura vem desenvolvendo pesquisas para a melhoria dos cultivares e da produtividade agrícola da cana-de-açúcar. “Intensificamos as ações de pesquisa desenvolvidas pelos institutos da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), especialmente o sistema de Mudas Pré-Brotadas (MPB), que já conta com uma linha de financiamento do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap)”, disse.  Saiba mais sobre a linha de crédito, clique aqui.

Retomada do crescimento

O setor sucroenergético está apostando na elevação do consumo de etanol e açúcar e cogeração para a retomada. O presidente do Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis (Ceise-BR), Paulo Gallo, destacou que as expectativas são positivas, como o fato do segmento iniciar pela primeira vez em vários anos, uma safra com preços do etanol e do açúcar em patamares que permitem às usinas obterem receitas acima de seus custos de operação, com geração de caixa positivo. “Isto permitirá que boa parte das unidades produtoras obtenha um reequilíbrio financeiro, já que o setor foi duramente castigado desde 2009”, disse.

A Fenasucro é um evento que reúne toda cadeia produtiva do setor sucroenergéticoEntre os motivos estão o consumo de etanol, que vem crescendo a largos passos, em todo o País, e a necessidade de gerar recursos por parte da Petrobrás, que deverá manter os preços da gasolina em alta, independente dos preços internacionais do petróleo, explicou Gallo. “O que vemos é um cenário promissor, apontado para um futuro de retomada de investimentos, ampliação de plantas e, um pouco mais adiante, a retomada de construções de novos projetos”, completou.

Já a presidente da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), Elizabeth Farina, reforçou que para o segmento se manter forte e competitivo é preciso ter estabilidade fiscal e equilíbrio econômico, para que investidores possam retomar a confiança e fazer com que o setor sucroalcooleiro volte a crescer, impulsionando crescimento econômico, social e ambiental”, disse.

Presidentes de honra

Durante a abertura da feira, o presidente do CEISE BR, Paulo Gallo, entregou aos presidentes da Sociedade dos Técnicos Açucareiros e Alcooleiros do Brasil (Stab), José Paulo Stupello, e da Cooperativa dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo (Copercana), Antonio Eduardo Tonielo, os títulos de presidentes de honra da Fenasucro e Agrocana, respectivamente.

Cadeia produtiva unida

A 24ª edição da Fenasucro & Agrocana reunirá, até o dia 26 de agosto de 2016, toda cadeia produtiva do setor sucroenergético, envolvendo a indústria, o setor agrícola, transporte e logística, bioenergia, entre outros para conhecerem as novidades sobre o preparo do solo, plantio, tratos culturais, colheita, industrialização, mecanização e aproveitamento dos derivados até a industrialização do produto final e sua distribuição.

É o caso dos funcionários da usina Santo Antônio, de Sertãozinho, Fabiano Aparecido Fernandes e Gustavo Tolentino. Eles visitaram a feira, no primeiro dia do evento para conhecer as novidades tecnológicas que o setor está apresentando.

“Como eu trabalho na área de manutenção, procuro visitar a feira para me atualizar das novidades do setor, os novos equipamentos que o mercado oferece. Isso nos ajuda a melhorar o nosso trabalho”, explicou Fernandes.

“A troca de experiência também nos ajuda a adquirir novos conhecimentos, pois na feira podemos ter contato direto com os empresários, lideranças do setor, produtores e usineiros”, complementou Tolentino.

Para o empresário João Gilberto Fogaça, de Ribeirão Preto, a expectativa é de retomada do crescimento do setor, maior consumo de açúcar e etanol e energia limpa. “A cadeia produtiva está mais confiante em fazer bons negócios durante esses quatro dias e começar a retomar o crescimento do setor, que sofreu muito nos últimos três anos por conta da recessão econômica do País”, afirmou.

Aliada à geração de negócios, que neste ano deve girar em torno de R$ 2,8 bilhões, a feira espera receber mais de 30 mil visitantes compradores de 43 países.

 

Por Paulo Prendes

Foto: Hélio Filho

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