Arnaldo Jardim aponta mudança no cenário político nacional como decisiva para retomada do setor sucroenergético

Postado em: 25/08/2016 ás 13:40 | Por: Hélio Filho

Seminário discutiu o potencial da bioeletricidadeDurante o VI Seminário de Bioeletricidade Ceise BR|Unica, no dia 24 de agosto, na 24ª Fenasucro & Agrocana, em Sertãozinho, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, afirmou que a mudança no Governo Federal deve promover uma retomada definitiva do setor sucroenergético brasileiro. Para Arnaldo Jardim, a mudança de comando no Executivo nacional traz melhores perspectivas para o etanol, o açúcar e a geração de energia por meio da cana.

Isso porque, nos dois governos federais anteriores, o fomento ao setor não era uma prioridade, com, inclusive, ações contra o desenvolvimento sucroenergético – como leilões de bioenergia sem condições justas de competitividade com a hidroeletricidade e artificialismo no preço da gasolina em detrimento do etanol.

O secretário lembrou que “as coisas patinaram durante um bom período. Mas a novidade agora é esta mudança política com reiteradas manifestações do ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho, de que um ajuste necessário virá. É uma nova disposição e uma nova postura”. Esta nova visão política, para Arnaldo Jardim, multiplicará o entusiasmo dos profissionais envolvidos na cadeia produtiva da cana. 

Discurso otimista apoiado na sinalização dada pelo representante do Ministério no evento, Márcio Félix, secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis. “Vejo no Brasil vibrante e pujante, uma cana-de-açúcar que está esperando para germinar. Nós do Ministério estamos comprometidos com esse desafio”, apontou, anunciando ainda que espera, até o fim do ano, “discutir e definir um conjunto de medidas que orientem o setor sobre seu papel, que é extremamente relevante”.

Secretário foi homenageado pela Unica e pelo Ceise BR

O seminário foi promovido pelo Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis (Ceise BR) e pela União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), que entregaram a Arnaldo Jardim uma placa em homenagem ao trabalho realizado por ele em favor do setor. O evento destacou o potencial do setor, com dados como, por exemplo, a capacidade de gerar com a bioenergia vinda dos canaviais até 100% da demanda energética brasileira.

De acordo com Elizabeth Farina, presidente da Unica, “apenas 16% deste potencial é utilizado. Precisamos agora tirar do papel o potencial da biomassa. Podemos ir muito além”. Ela enumerou que em 2015 a biomassa gerou 20 terawatts para o setor sucroenergético, representando uma economia de 14% de água (usada para a produção de hidroeletricidade) em tempos de seca.

A prospecção da Unica é que o Brasil seja capaz de gerar com a biomassa da cana nada menos do que duas vezes a capacidade da hidrelétrica de Itaipu, a maior do mundo. Mas para isso falta incentivo do Governo Federal com medidas que facilitem a produção, a transmissão e a venda deste tipo de energia.

Gallo: conversa com o governo anterior não era amistosaUm cenário que, para o presidente do Ceise, Paulo Roberto Gallo, muda com a troca de chefes do Executivo nacional. “A questão energética tem que ser trabalhada em nível de Governo Federal, mas a conversa com o governo anterior não era amistosa”, lamentou, completando que “agora respiramos novos ares com este novo governo, há uma luz vinda de Brasília”.

Uma das mudanças esperadas é nos leilões de energia, que atualmente colocam lado a lado as produzidas pela água, pelo carvão, pela biomassa e pelo sol. Mas os custos de produção e transmissão não são os mesmos, o que elimina uma competitividade justa.

Em São Paulo, o Governo do Estado, como lembrou o governador Geraldo Alckmin na abertura do evento (leia mais aqui), pratica o menor Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) do Brasil para o etanol, apenas 12%. Também desonera o lastro do etanolduto que percorre o território paulista, além de ter 55% de sua matriz energética baseada em fontes renováveis como o combustível produzido pela cana.

A 24ª edição da Fenasucro & Agrocana segue com programação até a próxima sexta-feira, 26 de agosto. Mais informações no site do evento: www.fenasucro.com.br.

Por: Hélio Filho
Fotos: Paulo Prendes

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