APCS cria Troféu Arnaldo Jardim de Suinocultura e homenageia secretário como personalidade do ano

Postado em: 14/02/2017 ás 16:24 | Por: Paulo Prendes

O secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, empresta seu nome ao título criado pela APCS (Foto: João Luiz)O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, empresta seu nome ao título criado pela Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS) concedido às personalidades que prestam relevantes serviços à cadeia produtiva de suínos. O titular da Pasta foi o primeiro homenageado pela entidade, ao receber o “Troféu Arnaldo Jardim de Suinocultura”, durante solenidade, em Campinas/SP, na segunda-feira, 13.

A homenagem foi um dos momentos marcantes da cerimônia que reuniu mais de 200 pessoas entre suinocultores, empresários, pesquisadores, líderes de entidades, autoridades políticas e profissionais de 35 empresas do segmento para comemorar os 50 anos de atividades da APCS.

Arnaldo Jardim não escondeu sua surpresa e felicidade com a homenagem e afirmou que se trata de um reconhecimento do trabalho que a Secretaria de Agricultura vem desenvolvendo para aproximar o Estado das cadeias produtivas do agronegócio paulista. “É fruto de um trabalho de fortalecer o setor agropecuário. Essa parceria entre a Secretaria de Agricultura e a APCS é a prova desse empenho de valorização da cadeia produtiva, o que me motiva a trabalhar ainda mais para fazer da suinocultura um segmento mais pujante, gerando mais empregos e renda, aumentando a produtividade, fornecendo alimento de qualidade a preço acessível para a população”, enalteceu.

O presidente da Associação, Waldomiro Ferreira Júnior, destacou que o trabalho desenvolvido por Arnaldo Jardim à frente da Pasta Estadual coroa o crescimento da cadeia produtiva de suínos. “Nós da Associação entendemos que o trabalho do secretário engrandece não só a pecuária, mas o agronegócio paulista de um modo geral no contexto nacional e internacional”, disse.

Valorização da suinocultura

O titular da Pasta foi o primeiro homenageado pela entidade, ao receber o “Troféu Arnaldo Jardim de Suinocultura (Foto: João Luiz)A suinocultura paulista, diferentemente da praticada no Sul do País, é formada por produtores independentes, fora do sistema de integração de conglomerados de processamento, nos quais a produção de animais para o abate é obtida pela integração aos abatedouros, de acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA) da Secretaria.

Em todo o território paulista, o plantel é de 70 mil matrizes alojadas, em 75 granjas (com mais de 200 matrizes). Por ano, são abatidas 1.179 milhão de cabeças, sendo que 150 mil toneladas de proteína suína são processadas.

A APCS tem discutido com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento alternativas para aprimorar a suinocultura paulista. Um dos problemas recorrentes é produzir suínos de forma sustentável. O trabalho conjunto visa produzir de forma que se reduzam as emissões de gases de efeito estufa e haja o tratamento de dejetos dos animais para a geração de biogás e de composto orgânico.

Arnaldo Jardim lembrou do primeiro Manual de Industrialização dos Suínos, desenvolvido pela Pasta, por meio do seu Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), em parceria com a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS).

“A publicação é um marco para o setor, pois reúne conhecimentos técnicos e econômicos para tornar viável que micro, pequenos e médios processadores adotem procedimentos modernos de abate, desossa e processamento adequados às demandas atuais do mercado consumidor”, disse o titular da Pasta, reforçando que esta parceria com o setor da suinocultura atende a diretriz do governador Geraldo Alckmin, de aproximar o conhecimento e atividades de defesa do setor produtivo.

“Ganha com isso o produtor rural, a agroindústria, São Paulo e o País, que melhorando a performance da suinocultura, garante emprego e renda”, complementou Arnaldo Jardim.

Outro diferencial da Entidade foi a criação do Selo Suíno Paulista, que faz parte do Programa Selo Produto de São Paulo, que integra o Sistema de Qualidade de Produtos Agrícolas, Pecuários e Agroindustriais. As granjas são auditadas por auditorias independentes, com o objetivo de certificar qualidade e verificar o processo produtivo, oferecendo um melhor produto ao consumidor e aumentando a competitividade do agronegócio paulista nos mercados interno e externo.

Como ponto forte da suinocultura paulista, o presidente da APCS destacou a proximidade das áreas produtoras do centro consumidor do País. “O Estado de São Paulo consome em torno de 700 mil toneladas de proteína suína ao ano. Esse número é maior do que a totalidade das exportações brasileiras”, disse Ferreira.

Outro desafio do setor, de acordo com a Associação, é a disponibilidade e o custo de grãos para a alimentação dos animais, que em sua maioria dependem da matéria-prima oriunda de outros Estados. “Para tentar solucionar esse impasse, criamos o consórcio suíno paulista, que realiza a compra de insumos para seus consorciados de forma coletiva. Em 2016, a movimentação de compras ultrapassou R$105 milhões”, destacou o presidente da APCS. O consórcio tem 35 mil matrizes.

Para o representante da empresa genética Topigs Norswin, André Costa, o modelo usado pela Associação é fundamental para o fortalecimento da suinocultura brasileira. “Estamos falando de um mercado que representa quase 20% da carne consumida no País. Essa maneira de buscar mais eficiência, diminuindo custos deve ser seguida por todos os Estados, com o objetivo de valorizar a cadeia produtiva”, disse.

Por Paulo Prendes

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